Publicado 30/06/2020 - 07h46 - Atualizado 30/06/2020 - 07h47

Por Maria Teresa Costa

Ato em defesa do SUS e profissionais da Saúde

Leandro Ferreira/AAN

Ato em defesa do SUS e profissionais da Saúde

Mais 396 profissionais de saúde de Campinas foram infectados pelo novo coronavírus, elevando para 1.407 os casos confirmados de Covid-19 entre aqueles que estão na linha de frente do combate à pandemia nas redes pública e privada da cidade.
Boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde divulgado na noite de sexta-feira, com análise dos casos até 23 de junho, aponta que esses profissionais representam 23,4% dos infectados na cidade, ligeira queda em relação ao boletim anterior, onde eram 28,1% do total.
Nessa categoria profissional, técnicos e auxiliares de enfermagem são os mais atingidos pelo coronavírus - 518, ou 36,8% dos registros em trabalhadores da Saúde e um crescimento de 14,6% entre 16 e 23 de junho. Mas foi entre os fisioterapeutas que a Covid-19 mais avançou — até 16 de junho eles somavam 35 casos e, em 23 de junho, 42, um crescimento de 20%.
Segundo o último boletim, 301 médicos foram infectados, 163 enfermeiros testaram positivo, 163 enfermeiros e 65 recepcionistas e outros 266 de diferentes categorias de profissionais da saúde. Na semana passada, eram contabilizadas seis mortes de profissionais do setor.
Na semana passada, o prefeito Jonas Donizette (PSB) editou decreto na tentativa de resguardar trabalhadores da Saúde da contaminação pelo novo coronavírus. O decreto determina férias compulsórias para profissionais de saúde com mais de 60 anos, que não puderem ser remanejados para serviços administrativos.
A publicação determina também férias para servidores cardiopatas graves ou descompensados, pneumopatas, imunodeprimidos, doenças renais avançadas, gestantes ou lactantes e profissionais com doenças cromossômicas.

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Maria Teresa Costa