Publicado 08/06/2020 - 12h07 - Atualizado 08/06/2020 - 12h11

Por Maria Teresa Costa

Campinas fecha quadrimestre com a menor taxa

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Campinas fecha quadrimestre com a menor taxa

Campinas fechou o primeiro quadrimestre do ano com a menor taxa de mortalidade infantil de sua história. O índice, que mede o número de mortes de crianças até um ano de idade para cada mil nascidos vivos ficou em 6,07 entre os 5,6 mil nascimentos no período. No ano passado, a taxa foi de 7,54, queda de 17,1% na comparação com 2018 e só não foi menor porque pesou no indicador s chamadas mortes neonatais, que ocorrem nos primeiros 28 anos de vida. Nesse primeiro quadrimestre, não houve registro de morte materna.
As mortes neonatais ocorrem de infecções agudas intrauterinas, problemas respiratórios, malformações e prematuridade. Das 110 crianças com menos de um ano que morreram em 2019, 72 tinham menos de 28 dias de vida. No primeiro quatro meses do ano, nenhum bebê até um ano de vida morreu em decorrência da Covid-19.
O resultado do quadrimestre foi divulgado pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), durante o programa Café com o Prefeito. Segundo o secretário de Saúde, Carmino de Souza, a queda na mortalidade infantil em Campinas, é resultado do trabalho de pré-natal na rede básica de saúde e a estrutura de maternidades, com UTIs neonatais.
A taxa de 6,07 é exclusiva de crianças filhas de mães residentes em Campinas e está abaixo do índice estadual, de 10,7, e nacional de 12,4%. Da média de 20 mil partos realizados anualmente na cidade, entre 15 mil e 16 mil são de campineiras. Para Carmino, baixar do índice de 6,07 é difícil, porque há casos graves, de má-formação, onde os resultados de tratamentos nem sempre conseguem bons resultados.
A mortalidade infantil é um dos melhores indicadores de saúde, porque mede a qualidade da atenção primária (pré-natal), da atenção secundária (cuidados no parto) e também a atenção terciária, com as unidades de terapia intensiva. “Se não tivermos UTIs de boa qualidade, não conseguimos baixar a taxa para um dígito”, disse.
Para a Organização Mundial da Saúde, a taxa de mortalidade infantil é um dos principais indicadores das ações na área da saúde pública. Por meio dela, é possível refletir e avaliar não apenas a saúde infantil, mas as condições de vida de uma população. O comportamento da mortalidade infantil é estreitamente relacionado ao acesso e à qualidade de vida dos serviços de saúde e de saneamento básico, assim como a fatores ambientais e socioeconômicos.
Além disso, este índice é muito utilizado para comparações nacionais e internacionais e ainda para subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas e ações na área da saúde, voltadas principalmente para a atenção pré-natal e ao parto, bem como para as crianças nos primeiros meses de vida.

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Maria Teresa Costa