Publicado 05/06/2020 - 12h08 - Atualizado 05/06/2020 - 12h30

Por Maria Teresa Costa

Trecho do Rio Atibaia no distrito de Sousas

Cedoc/RAC

Trecho do Rio Atibaia no distrito de Sousas

A Sanasa vai licitar, em 15 dias, a contratação do projeto executivo da construção de uma represa de água bruta no Rio Atibaia, no distrito de Sousas, que, quando concluída, trará independência da cidade do Sistema Cantareira. A água armazenada garantirá o abastecimento de Campinas por 70 dias em períodos de seca. Com custo estimado em R$ 380 milhões entre aquisição de terreno e obra, a nova represa não será construída esse ano, admitiu o prefeito Jonas Donizette (PSB).
“Quer deixar tudo encaminhado para meu sucessor. Estamos buscando financiamento e temos condições para o endividamento. Consultamos o ministério e é possível termos liberação de recursos do FGTS para a construção. Quero ver se consigo deixar recurso em caixa para meu sucessor fazer a obra”, disse o prefeito.
Para a contratação do projeto, a Sanasa já conseguiu R$ 5,5 milhões. Os estudos para a construção do reservatório começaram em 2014, quando o Estado de São Paulo enfrentou uma grave crise hídrica. Para o prefeito Jonas Donizette, o reservatório, além de ser uma obra muito aguardada pela população, é considerado uma das mais importantes do setor de saneamento em Campinas.
“Em 2014, Campinas passou por uma grave crise hídrica e a população percebeu que a cidade não tinha um sistema de reservação próprio. Nós ainda somos dependentes do Sistema Cantareira e essa represa nos dará segurança hídrica de Campinas pelos próximos cinquenta anos”, disse Jonas.
Além da questão da segurança hídrica, o prefeito afirmou que a construção do reservatório vai trazer um ganho ambiental. “Vamos aumentar a área de preservação ambiental em 160 hectares, porque as margens da represa precisam ser preservadas. Também haverá impulso do turismo em Sousas, com a possibilidade de esportes náuticos”.
O decreto de desapropriação da área, próxima da região conhecida como Três Pontes, foi publicado em março de 2017 – são 3.582.143,12 metros quadrados (m²), sendo que o espelho d´água terá 1.632.000 m² com volume útil de água de 17.453.000 metros cúbicos (m³).
O barramento Atibaia trará uma série de vantagens para a região, entre elas: independência do Sistema Cantareira, melhoria da qualidade da água e, consequentemente, redução de gastos com insumo e possibilidade de geração de energia. A obra resultará ainda na possibilidade de venda de água tratada para outros municípios e autonomia e segurança hídrica para a cidade, com garantia de abastecimento com qualidade e quantidade.

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Maria Teresa Costa