Publicado 30/06/2020 - 20h03 - Atualizado 30/06/2020 - 20h03

Por AFP


De casa em casa, um grupo de trabalhadores distribui máscaras faciais e desinfetantes em Miami, tentando convencer os moradores a usá-los em um esforço para combater o gigantesco avanço do coronavírus na Flórida.

"Bom dia!", eles gritam para os moradores que aparecem nas portas de suas casas. "Temos máscaras!"

Rafael Asencio, um dominicano de 71 anos, olha para fora e caminha em direção à rua. Ele vive numa residência simples em Allapatah, um bairro de baixa renda entre a área nobre da cidade e o aeroporto de Miami.

"Está se cuidando? Onde está sua máscara?", pergunta Cathy Burgos, líder da equipe comunitária que percorre o bairro nesta terça-feira.

Os seis funcionários distribuem sacolas azuis com máscaras, desinfetantes, luvas e um folheto informativo.

Asencio, um ex-trabalhador da construção civil, coloca sua máscara.

"Assim mesmo", parabeniza Burgos, em espanhol.

"Então me diga, que outra prevenção você pode fazer?"

"Lavar as mão", responde o homem.

Depois de superar o pequeno interrogatório, o morador diz à AFP que não sabe onde estão os pontos de distribuição gratuita desses suprimentos e agradece por terem vindo à sua porta.

Seu bairro, cujos moradores da classe trabalhadora dificilmente podem trabalhar de casa através do computador, é um dos focos de COVID-19 em Miami.

E esses esforços de porta em porta são apreciados, mas parecem minúsculos diante da enormidade da pandemia.

A Flórida está registrando milhares de novos casos de coronavírus por dia.

Nesta terça, foram mais de 6.000 diagnósticos positivos, o quarto número mais alto desde o início da crise. No sábado, registrou um recorde de 9.585 novos infectados.

Foi então que o Condado de Miami, a região mais populosa da Flórida, começou a enviar equipes de extensão comunitária chamadas "SURGE" (pelas siglas em inglês).

"Todo mundo tem sido bastante receptivo", disse Burgos à AFP.

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