Publicado 24/05/2020 - 09h07 - Atualizado 23/05/2020 - 18h13

Por Da TV Press

Ivete Sangalo foi uma das atrações das lives da TV Globo

Divulgação

Ivete Sangalo foi uma das atrações das lives da TV Globo

Com grande parte dos estúdios parados por conta do coronavírus, emissoras abertas e canais pagos tiveram de correr atrás de alguma interação entre seu potencial de entretenimento e o público. A resposta estava na internet, mais precisamente nas inúmeras lives que invadiram a rede desde que a quarentena começou. Performances ao vivo de diversos artistas transmitidas pelo Youtube e redes sociais como Instagram, Facebook e Twtich já são uma realidade há algum tempo.
Intimistas e sem a necessidade de grandes produções, esse tipo de apresentação se tornou a grande febre do isolamento. Juntas, só no YouTube, as lives de Marília Mendonça, Jorge e Mateus e Sandy e Junior conseguiram chegar a um público de cerca de 10 milhões de pessoas no momento da transmissão, com direito a muitas inserções comerciais. Ciente dos poucos recursos, o telespectador parece não ligar muito para a qualidade de imagem e som, mas é nítido que quanto mais investimento técnico, melhor será o retorno. De olho nesse movimento, emissoras como Band, Record e Globo, além de alguns canais pagos, resolveram unir sua experiência em transmissões e mostrar que as telas maiores ainda podem ser o palco de produções inéditas.
De forma pioneira, a Band inaugurou o esquema de invadir a casa de um artista para promover uma live com o pagode do baiano Léo Santana. Em seguida, foi a vez de a Record experimentar o formato com a dupla sertaneja Fernando e Sorocaba. Na ânsia de superar as concorrentes, a Globo recorreu à “prata da casa” Ivete Sangalo, técnica do The Voice, para atrair público para o Em Casa.
A tática não apenas foi certeira como mostrou todo o poder que a televisão ainda exerce no País. Enquanto uma apresentação no Youtube pode se considerar vitoriosa ao chegar a 3 milhões de fãs, a live promovida pela Globo chegou a um público de 40 milhões de pessoas com a transmissão pelo sinal aberto e pela plataforma Globopay. De pijamas e na companhia do marido e do filho, Ivete cantou seus sucessos com ajuda de bases instrumentais pré-gravadas e portando apenas um notebook. Deu tão certo que a Globo voltou a investir no formato com outros nomes frequentes de seus programas tradicionais, como o cantor Roberto Carlos e o “dj” Alok.
Potencial
Assim como nas lives da internet, a tevê também faz seu apelo para ajudar pessoas em condições de vulnerabilidade durante a pandemia. O que abre um grande precedente para inserções comerciais devido a doações de empresas de grande porte. Aliás, além de ter conteúdo inédito para exibir, as apresentações diretamente da casa dos artistas também representam uma nova forma de faturamento em tempos onde as verbas de publicidade andam mais modestas.
O Em Casa, por exemplo, deu à Globo a possibilidade de negociar cotas robustas com marcas como PicPay, Seara, Vivo e Hypera. Um dos maiores entusiastas do formado na emissora é Boninho, que encomendou pequenas lives para animar as festas da última edição do Big Brother Brasil (BBB) e notou o potencial comercial das performances exclusivas. Além de ser uma produção com custos mínimos, perto de um programa de televisão tradicional, ganha o artista, a emissora, o anunciante e também o público, que ainda consegue ver seu artista com mais qualidade. Como a cultura deve ser um dos últimos setores a voltarem ao normal depois que a Covid-19 ficar mais controlado, as lives ainda vão acompanhar o telespectador por algum tempo.
2405 Metropole Telinha 
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De: Angela Kuhlmann <angelakpc@gmail.com>
Date: ter., 19 de mai. de 2020 às 13:24
Subject: 2405 Metropole Telinha Texto editado Lives na TV te
To: <mauricio.aires@rac.com.br>
 

Telinha

 

No conforto do sofá

 

Emissoras abertas se rendem ao formato de lives, na ânsia de exibir conteúdo inédito e garantir faturamento

 

       Com grande parte dos estúdios parados por conta do coronavírus, emissoras abertas e canais pagos tiveram de correr atrás de alguma interação entre seu potencial de entretenimento e o público. A resposta estava na internet, mais precisamente nas inúmeras lives que invadiram a rede desde que a quarentena começou. Performances ao vivo de diversos artistas transmitidas pelo Youtube e redes sociais como Instagram, Facebook e Twtich já são uma realidade há algum tempo. Intimistas e sem a necessidade de grandes produções, esse tipo de apresentação se tornou a grande febre do isolamento. Juntas, só no YouTube, as lives de Marília Mendonça, Jorge e Mateus e Sandy e Junior conseguiram chegar a um público de cerca de 10 milhões de pessoas no momento da transmissão, com direito a muitas inserções comerciais. Ciente dos poucos recursos, o telespectador parece não ligar muito para a qualidade de imagem e som, mas é nítido que quanto mais investimento técnico, melhor será o retorno. De olho nesse movimento, emissoras como Band, Record e Globo, além de alguns canais pagos, resolveram unir sua experiência em transmissões e mostrar que as telas maiores ainda podem ser o palco de produções inéditas.

      

Rainha do axé

De forma pioneira, a Band inaugurou o esquema de invadir a casa de um artista para promover uma live com o pagode do baiano Léo Santana. Em seguida, foi a vez de a Record experimentar o formato com a dupla sertaneja Fernando e Sorocaba. Na ânsia de superar as concorrentes, a Globo recorreu à “prata da casa” Ivete Sangalo, técnica do The Voice, para atrair público para o Em Casa. A tática não apenas foi certeira como mostrou todo o poder que a televisão ainda exerce no País. Enquanto uma apresentação no Youtube pode se considerar vitoriosa ao chegar a 3 milhões de fãs, a live promovida pela Globo chegou a um público de 40 milhões de pessoas com a transmissão pelo sinal aberto e pela plataforma Globopay. De pijamas e na companhia do marido e do filho, Ivete cantou seus sucessos com ajuda de bases instrumentais pré-gravadas e portando apenas um notebook. Deu tão certo que a Globo voltou a investir no formato com outros nomes frequentes de seus programas tradicionais, como o cantor Roberto Carlos e o “dj” Alok.

     

Potencial

Assim como nas lives da internet, a tevê também faz seu apelo para ajudar pessoas em condições de vulnerabilidade durante a pandemia. O que abre um grande precedente para inserções comerciais devido a doações de empresas de grande porte. Aliás, além de ter conteúdo inédito para exibir, as apresentações diretamente da casa dos artistas também representam uma nova forma de faturamento em tempos onde as verbas de publicidade andam mais modestas. O Em Casa, por exemplo, deu à Globo a possibilidade de negociar cotas robustas com marcas como PicPay, Seara, Vivo e Hypera. Um dos maiores entusiastas do formado na emissora é Boninho, que encomendou pequenas lives para animar as festas da última edição do Big Brother Brasil (BBB) e notou o potencial comercial das performances exclusivas. Além de ser uma produção com custos mínimos, perto de um programa de televisão tradicional, ganha o artista, a emissora, o anunciante e também o público, que ainda consegue ver seu artista com mais qualidade. Como a cultura deve ser um dos últimos setores a voltarem ao normal depois que o Covid-19 ficar mais controlado, as lives ainda vão acompanhar o telespectador por algum tempo. (TV Press)

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Da TV Press