Publicado 02/05/2020 - 16h10 - Atualizado // - h

Por Da Redação da Metrópole

O campineiro Fábio Hüsemann Menezes é colecionador de trens

Divulgação

O campineiro Fábio Hüsemann Menezes é colecionador de trens

A pandemia do novo coronavírus possibilitou que o trabalho em home office se tornasse realidade na vida de muitas pessoas e também abriu a oportunidade de passar as horas vagas ao lado da família. Para aproveitar o tempo ocioso nesta época de isolamento social, campineiros estão aderindo a atividades prazerosas com a prática de antigos hobbies, como o ferromodelismo.

Professor da Unicamp, Fábio Husemann Menezes começou a colecionar trens na infância e está aproveitando a quarentena para mexer ainda mais em sua coleção. “Quando criança, meu pai foi à França fazer um estágio e fui junto. Lá, encantei-me por um trem elétrico e ao regressar ao Brasil comecei a brincar. Nesse período que estamos vivendo, quero avançar um pouco na construção de minha maquete para rodar as locomotivas e vagões que, somados, devem chegar a 100 peças”, destaca o educador que é fã do ferromodelismo há 50 anos.
O colecionador conta que geralmente compra as peças da coleção pela internet e que guarda mais de 30 trens no seu acervo. “Geralmente em duas lojas e no site da Fratesp. Primeiramente compro várias peças, trilhos, depois vou comprando aos poucos as paisagens. Atualmente tenho cerca de 30 locomotivas e 70 vagões na coleção”, ressalta.

Vágner Edson Pereira, de 42 anos, é mais uma pessoa que adora o ferromodelismo e aproveitou a quarentena para comprar um kit básico com uma locomotiva e três vagões para seu filho Artur, de seis anos. “Ele é fã de trens e vamos aproveitar este período para brincarmos um pouco”, afirma o enfermeiro.

Amantes de trens

Um dos hobbies mais antigos do mundo, o ferromodelismo teve as primeiras miniaturas de trens fabricadas por volta de 1830 por artesãos alemães. Por ser uma atração indoor, não está sujeito ao mau tempo, tem ganhado adeptos pelo Brasil e se popularizado entre os amantes de trens.
“Em tempos como estes, em que as famílias têm ficado em casa, é preciso arrumar algum hobby para distrair a mente. As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de um valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferromodelismo para as futuras gerações”, destaca Lucas Frateschi, diretor da Frateschi Trens Elétricos, que possui mais de 50 anos de atuação no mercado e é a única fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais na América Latina.

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