Publicado 19/05/2020 - 10h44 - Atualizado 19/05/2020 - 10h45

Por Carlos Rodrigues

Leonardo Fagundes envia cartilhas semanalmente aos atletas do Bugre

David Oliveira/Guarani FC

Leonardo Fagundes envia cartilhas semanalmente aos atletas do Bugre

Com o futebol brasileiro parado há mais de dois meses e ainda sem uma perspectiva de retorno por causa da pandemia da Covid-19, a preocupação com a preparação física dos atletas é grande e no Guarani isso não é diferente. Tanto tempo de inatividade pode causar prejuízo quando a bola voltar a rolar e é por isso que o clube toma todos os cuidados necessários nesse momento de paralisação. Responsável pelo departamento, o preparador Leonardo Fagundes tem acompanhado, ainda que de longe, a rotina dos jogadores e acredita que o Bugre possa voltar em boas condições.
Diferentemente de outros clubes, o Guarani não tem realizado treinos por vídeo-conferência, em que os atletas fazem a mesma atividade e são supervisionados. Cada um recebe uma cartilha semanal e trabalha de forma individualizada. "Toda semana a gente envia aos atletas uma cartilha de treino e eles desenvolvem em casa. Nós temos um grupo no Whatsapp, em que os atletas fomentam com informações, vídeos e relatórios diários do que vêm fazendo", explica. "À medida que eles vão tendo alguma dúvida, recorrem à gente e buscamos uma solução".
Apesar de não acompanhar o grupo em tempo real, o preparador físico elogia a dedicação e a seriedade dos jogadores no que vem sendo proposto. "Nós estamos cientes do desafio, mas também sabemos da capacidade do nosso trabalho, do elenco que nós temos na mão e do comprometimento de todos".
Quando os campeonatos recomeçarem no Brasil, será possível realizar cinco substituições, ao invés de três. Para Leonardo Fagundes, a decisão da Fifa é acertada, já que a perspectiva é de uma maratona de jogos. "É uma situação nova e sou favorável. A gente consegue ter maior rotatividade dos atletas. Isso facilita porque a ideia é que, dentro desse planejamento e desse cronograma, consigamos jogar em um curto espaço de tempo. A ideia de poder rodar o elenco facilita para que a gente consiga preservar o atleta em alguns momentos e manter uma competitividade", conclui.

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Carlos Rodrigues