Publicado 23/05/2020 - 11h58 - Atualizado // - h

Por Da Agência Anhanguera

Jonas Donizette, prefeito de Campinas e presidente da Frente Nacional de Prefeitos

Divulgação

Jonas Donizette, prefeito de Campinas e presidente da Frente Nacional de Prefeitos

Presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette (PSB) fez na manhã deste sábado (23) um pronunciamento sobre o vídeo da reunião do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) com ministros no dia 23 de abril, cujo conteúdo foi tornado público pela justiça. O prefeito de Campinas criticou o presidente por ataques a governadores, ao ex-ministro Sérgio Moro, ao prefeito de Manaus, Arthur Virgílio e por ofensas contra o Judiciário.

“Eu compreendo a demissão de Sérgio Moro (ex-ministro da Justiça e que estava presente na reunião). Acho muito difícil um homem de princípios trabalhar num ambiente como aquele”, disse o prefeito. “Eu não suportaria um ambiente como aquele; com palavras como aquelas, pessoas sendo tratadas daquele jeito”, diz ele, referindo-se aos palavrões proferidos pelo presidente por seus auxiliares durante a reunião.

“Eu sou duro (com os colaboradores), mas nem de longe chego a ter o desrespeito como aquele”, garante o prefeito. “Não podemos sair do campo civilizatório porque senão o Brasil vira uma balbúrdia”, acrescentou.

Jonas também saiu em defesa do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que acabou atacado na reunião. “Quero aqui, fazer aqui um ato de desagravo ao prefeito, um dos meus vices na Frente Nacional. Trata-se de um diplomata de carreira; foi senador, prefeito e que tem enfrentado momentos difíceis na cidade com essa pandemia”, disse. “Manaus é uma cidade complexa, com muita vulnerabilidade. Com muito mais problemas que Campinas e com um orçamento menor. Quem critica não tem a menor ideia de como é administrar uma cidade”, finalizou o prefeito.

No video da reunião de ministro, o presidente Jair Bolsonaro se refere ao prefeito Arthur Virígilio como “um bosta”. Ele repete o adjetivo quando fala do governador de Sâo Paulo, João Dória (PSDB) e chama o governador do Rio, Wilson Witziel (PSC) de “estrume”. Na mesma reunião, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chama ministros do STF de vagabundos e diz que por ele, estavam todos na cadeia.

Escrito por:

Da Agência Anhanguera