Publicado 23/05/2020 - 08h42 - Atualizado // - h

Por Henrique Hein

Alguns estabelecimentos no Jardim Aeroporto, no Distrito do Ouro Verde, estavam vendendo alimentos para consumo no local, o que é proibido

Wagner Souza/AAN

Alguns estabelecimentos no Jardim Aeroporto, no Distrito do Ouro Verde, estavam vendendo alimentos para consumo no local, o que é proibido

A Prefeitura de Campinas realizou ontem uma fiscalização em comércios que não fazem parte da lista de serviços essenciais, mas que, mesmo assim, estavam funcionando no Jardim Aeroporto, na região do distrito do Ouro Verde. A blitz teve como objetivo orientar os proprietários sobre o decreto municipal que determina o fechamento dos estabelecimentos não prioritários durante a quarentena. Ao todo, 12 estabelecimentos foram obrigados a fechar as portas ontem porque estavam descumprindo a medida.
Além dos comércios, mais de duas mil pessoas foram abordadas pela Guarda Municipal por desrespeitar o isolamento social e orientadas. A ação também envolveu funcionários da Emdec, Vigilância em Saúde, Defesa Civil, Procon, Setec, Departamento de Urbanismo e Sanasa.
A fiscalização começou na Praça de Esportes Emil Rached, por volta das 10h. As equipes se dividiram pelas ruas e saíram orientando população e comerciantes sobre a importância das medidas sanitárias, como o uso obrigatório de máscaras. Ao todo, a Vigilância em Saúde realizou 75 fiscalizações e determinou o fechamento de três barbearias que não se enquadram nas atividades autorizadas. Por sua vez, o setor de fiscalização do Departamento de Urbanismo da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplurb) lavrou 43 intimações para apresentação de alvará de funcionamento. Do total, cinco estabelecimentos foram fechados pelo órgão por não serem permitidos funcionar e 16 foram orientados sobre o cumprimento das normas de funcionamento durante a pandemia.
Os agentes da Setec também notificaram o fechamento de quatro estabelecimentos de permissionários por estarem vendendo produtos alimentícios para consumo no local, o que é proibido pelo decreto, que permite apenas o serviço de entrega e retirada. Fiscais do Procon ainda orientaram 24 estabelecimentos sobre o cumprimento das medidas da quarentena e do Código de Defesa do Consumidor. Já a Guarda Municipal registrou 52 ocorrências de medidas sanitárias. Funcionários da Sanasa também distribuíram mil frascos de 60 ml de álcool em gel e orientaram a população sobre a importância dos cuidados pessoais.
Segundo Márcio Frizarin, comandante da Guarda Municipal de Campinas, a ação de ontem mostrou que muita gente segue descumprindo o isolamento social na cidade. “Foram vários órgãos imbuídos nesta ação e tivemos um resultado muito positivo. O que nós observamos é que ainda existem muitas pessoas na rua e que os estabelecimentos ainda não entenderam que devem cumprir os requisitos dos decretos em vigência”, disse.
“Numa das fiscalizações que nós estávamos acompanhando, acabou ocorrendo uma ocorrência de furto e agressão dentro de estabelecimento comercial. As partes foram conduzidas à delegacia para se apresentar as autoridades policiais”, revelou o comandante.
Outras operações
Essa não foi a primeira vez que a Prefeitura de Campinas fiscalizou comércios abertos na cidade durante a quarentena. No dia 31 de março, funcionários da Administração Pública fiscalizaram estabelecimentos que estavam abertos nos distritos do Campo Grande e do Ouro Verde.
No primeiro local foram encontrados 28 comércios abertos durante a blitz. Os proprietários foram orientados a fechar os locais. No Ouro Verde, 28 comércios foram notificados. No dia 14 de abril, outra blitz foi realizada pelo Governo Municipal na região central da cidade e 46 estabelecimentos foram vistoriados pelos agentes públicos. Desse total, 29 comércios tiveram que fechar as portas.

Escrito por:

Henrique Hein