Publicado 22/05/2020 - 07h39 - Atualizado 22/05/2020 - 07h39

Por Gilson Rei

O cantor Doc Miranda: setor artístico foi um dos primeiros a parar e deve ser um dos últimos a voltar

Cedoc/RAC

O cantor Doc Miranda: setor artístico foi um dos primeiros a parar e deve ser um dos últimos a voltar

Os profissionais da área cultural de Campinas que estão em situação de vulnerabilidade vão receber um voucher de R$ 500 da Prefeitura como forma de auxílio nestes tempos de pandemia do coronavírus. O anúncio foi feito ontem por Wanderley de Almeida, o Wandão, secretário de Relações Institucionais, e por Ney Carrasco, secretário de Cultura.
A proposta é que os artistas deem uma contrapartida, como a gravação de vídeos ou disponibilização de sua arte com performances ou aulas em um site, o Cultura Abraça Campinas, no canal do YouTube da Pasta.
Carrasco afirmou que um edital será lançado nos próximos dias convocando os artistas do município que estejam em situação de vulnerabilidade para que se inscrevam na Secretaria de Cultura, que vai apoiar até 1 mil artistas nesta primeira fase de auxílio, totalizando um recurso de R$ 500 mil, vindos da Prefeitura, da Sanasa e da Orquestra Sinfônica. O Conselho de Cultura e Fórum de Cultura ajudaram também na construção de um cadastro e da elaboração de ideias e propostas de auxílio neste projeto.
O edital terá critérios para seleção com objetivo de otimizar os recursos municipais. Wandão informou que serão consideradas e priorizadas a questão da vulnerabilidade e o fato do artista ter sua arte como única fonte de renda. "As inscrições vão levar em consideração a situação do artista que está sem obter renda desde que a pandemia chegou ao País porque os eventos culturais foram cancelados. Eles foram os primeiros a parar as atividades e devem ser os últimos a voltar", comentou Wandão.
Carrasco informou que a ideia é contemplar todas as classes artísticas por meio do "Cultura Abraça Campinas", canal do YouTube da Pasta, onde a população de Campinas já pode acessar concertos da Orquestra Sinfônica; bibliotecas; exposições virtuais controladas em 3D; dados sobre o patrimônio histórico de Campinas entre outras atrações culturais.
Segundo o secretário, os artistas inscritos para o auxílio vão poder inserir vídeos com suas performances teatrais e musicais; contar causos; mostrar canções de violeiros; espetáculo de dança e até publicar a arte da literatura com livros e poesias virtuais, entre inúmeras opções. "Os artistas poderão também optar por aulas, repassando o conhecimento de sua arte", disse Carrasco.
Além de auxiliar os artistas, Carrasco avaliou que este canal do Cultura Abraça Campinas torne-se um veículo de exposição da cultura da cidade neste momento de pandemia e até depois deste período. "Espero que seja um patrimônio da cidade para ficar como documento histórico, além de servir como meio de apresentação da produção cultural neste momento de pandemia. Vai oferecer agora e depois fica para o futuro, como registro histórico, um inventário, dentro da pandemia", afirmou.
Mais ações
Além desse projeto, a Prefeitura teve a iniciativa de iniciar a distribuição de cestas básicas a artistas em situação de vulnerabilidade econômica e social. Carrasco explicou que o artista que precisar dessa ajuda precisa ligar na Administração da Pasta e falar com a diretoria. "O programa de entrega de cestas básicas surgiu também como outra opção de auxílio e será feito por meio do banco de Alimentos aos que estão em maior vulnerabilidade", finalizou.
Carrasco ainda citou o envio à Câmara Municipal de Campinas dos projetos de lei do Plano Municipal de Cultura e do Sistema Municipal de Cultura. "São iniciativas que vão dar diretrizes para a política cultural da cidade a longo prazo", comentou.
Expositores da Feira Hippie terão hotsite
A Secretaria de Cultura criou uma loja virtual para os mais de 300 expositores da Feira Hippie do Centro de Convivência de Campinas, que ocorre há mais de 40 anos, aos sábados e domingos, no Cambuí. O site está em construção e, segundo o secretário de Cultura, Ney Carrasco, os expositores poderão utilizar o espaço virtual para ministrar cursos e oferecer seus produtos para venda.
Carrasco informou que houve uma reunião na quarta-feira passada com representantes da Feira, que tinham realizado um manifesto pacífico na praça Imprensa Fluminense no sábado passado. "O ambiente virtual para vender produtos via internet já está em condições para que os artesãos montem suas lojas. Além disso, a Prefeitura vai divulgar em forma de cartazes no Centro de Convivência os contatos dos artesãos para que a população possa fazer pedidos de entregas de produtos."

Escrito por:

Gilson Rei