Publicado 13/05/2020 - 10h21 - Atualizado 13/05/2020 - 10h21

Por Maria Teresa Costa

Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi

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Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi

O Comitê Municipalista, criado para pactuar as futuras decisões de flexibilização da quarentena e retomada da economia no Estado após a pandemia do coronavírus, conseguiu do governo estadual compromisso de que o Estado não enviará para internação nas unidades sob sua gestão no Interior, pacientes infectados pelo novo coronavírus. "Vamos priorizar, se for necessário, aqueles que precisam de internação por outras doenças, que não a Covid-19" , disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.
A medida atende demanda dos prefeitos, especialmente de Campinas, que temem a falta de leitos para atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, principalmente dos que necessitam de UTI. Dos 692 leitos de UTIs adultos, pediátricos e neonatais, 459 estavam ocupados com pacientes de diversas doenças, levando a uma taxa de ocupação de 66,32% nas redes pública e privada da cidade. Segundo o secretário de Saúde, Carmino de Souza, metade dos pacientes, que estão internados em Campinas com Covid-19, é de outras cidades de Campinas. No total, 63 estavam internados ontem.
Vinholi informou que as unidades do Estado no Interior poderão socorrer pacientes da Grande São Paulo, onde os hospitais já começam a enfrentar problemas, mas que a intenção, se necessário, é encaminhar para o interior aqueles que precisam de internação, mas que não estão com a Covid-19. Segundo o Estado, 17 pacientes foram enviados para unidades do Interior, sendo sete para o Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
Em Campinas, o complexo hospitalar da Unicamp e o AME estão sob gestão estadual. A preocupação do prefeito, expressa várias vezes, é evitar um colapso na rede municipal, que já atende Campinas e moradores de outras cidades da RMC. "O Estado não tem como evitar que um paciente procure espontaneamente as cidades do Interior, especialmente as mais próximas de São Paulo, mas pedimos que se precisar da ajuda do interior, que envie pacientes não-Covid" , disse.
O AME foi transformado em Hospital Coronavírus e recebeu, no início do mês, quatro pacientes da região metropolitana de São Paulo, sendo um de Franco da Rocha e três de Francisco Morato.
Para Jonas, é preciso preservar leitos para Campinas e a região, uma vez que na Unicamp, de cada dez pacientes internados, nove são da região e não necessariamente em decorrência da Covid-19. Nos hospitais municipais, segundo o prefeito, cerca de 40% da ocupação de leitos é de pacientes da região.

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Maria Teresa Costa