Publicado 05/04/2020 - 15h21 - Atualizado 05/04/2020 - 15h21

Por Gustavo Magnusson

Os números curiosos da Ponte Preta

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Os números curiosos da Ponte Preta

Não fosse a paralisação do Campeonato Paulista no meio de março por conta da crise do novo coronavírus, a Ponte Preta já saberia a este momento o seu destino ao fim da primeira fase da competição, ou seja, se estaria rebaixada para a Série A-2 ou se conseguiria ter alcançado a permanência na elite estadual. A última rodada estava prevista para ser disputada na quarta-feira passada, quando a equipe comandada pelo técnico João Brigatti deveria ter enfrentado o Mirassol, fora de casa. Antes disso, no dia 22 de março, o compromisso agendado era contra o Novorizontino, no estádio Moisés Lucarelli.
Por outro lado, não seria absurdo se a Macaca estivesse se preparando hoje para encarar o Santos, na Vila Belmiro, pelas quartas de final. Apesar de amargar a pior campanha do Paulistão, com 7 pontos em 10 jogos, a Macaca se mantém a 3 pontos da zona de classificação, com apenas uma vitória a menos e larga vantagem no saldo de gols em relação ao Oeste, que ocupa a segunda colocação. Com isso, bastaria apenas uma rodada para a equipe retomar a vice-liderança. Curiosamente, a Ponte possui o melhor ataque de seu grupo: são 11 gols marcados, contra 6 do Água Santa, 7 do time de Barueri e 10 do Peixe. A Ponte Preta também tem ataque superior a Botafogo, Novorizontino, Inter e Ituano.
No entanto, a Ponte Preta é o time mais indisciplinado da competição, tendo cometido 131 infrações (média de 13 por jogo) e recebido 30 cartões (média de 3 por jogo), sendo 27 amarelos e três vermelhos. No Dérbi 196, que foi o mais indisciplinado dos últimos 11 anos, a Ponte Preta teve quatro cartões amarelos e dois vermelhos, aplicados a Roger e Alisson depois do apito final.
A Ponte também é a equipe que mais sofre faltas no Paulistão. Neste quesito, foram 184 irregularidades cometidas pelos adversários, média de 18,4 por jogo.

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Gustavo Magnusson