Publicado 14/04/2020 - 11h24 - Atualizado 14/04/2020 - 11h24

Por Gilson Rei

Jonas promete maior agilidade na testagem para a Covid-19

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Jonas promete maior agilidade na testagem para a Covid-19

A Prefeitura de Campinas quer viabilizar, no Ginásio dos Patrulheiros, o Hospital de Campanha que seria montado pela organização Expedicionários da Saúde no Ginásio Multidisciplinar da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Representantes da Prefeitura e dos Expedicionários avaliam os detalhes finais para o uso do espaço, que poderá disponibilizar mais 108 leitos para tratamento de casos de coronavírus.
A notícia foi dada ontem pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), que anunciou também a desistência da Prefeitura em alugar por três meses o Hospital Metropolitano, que seria utilizado para os casos de Covid-19 e traria para a cidade mais 46 leitos, sendo 15 deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os equipamentos do hospital foram retirados do local e o acordo que estava sendo discutido foi cancelado, porque a Prefeitura contava com a estrutura que estava pronta.
Jonas explicou que o Hospital de Campanha a ser implantado pelos Expedicionários da Saúde teria a gestão da Prefeitura e que o custo da unidade seria de aproximadamente R$ 3,9 milhões por mês, incluindo alimentação, pessoal, insumos, remédios, entre outros. As tendas e a montagem ficariam sob responsabilidade da Associação dos Expedicionários.
O valor pode mudar de acordo com a ocupação. Carmino de Souza, secretário de Saúde, disse que o hospital será ocupado por módulos. Para atuar no Hospital de Campanha, a Administração Municipal vai contratar um parceiro filantrópico para realizar os atendimentos. A expectativa é que até o final da semana haja uma definição.
Metropolitano
Quanto ao aluguel do Hospital Metropolitano, Jonas disse que o acordo foi cancelado, pois a Prefeitura negociava a estrutura completa do local. O prefeito disse que houve uma surpresa desagradável durante a vistoria. "Os equipamentos vistos anteriormente sumiram no final de semana", afirmou.
O hospital está sob intervenção do Ministério Público de Trabalho (MPT) por inadimplência trabalhista e questões de gestão. Respiradores e equipamentos de UTI, que no levantamento inicial fariam parte do contrato de R$ 2,2 milhões por mês com a Prefeitura, não estariam mais na unidade. A Prefeitura pretendia atender por três meses pacientes com Covid-19 a partir desta semana, após aprovação da locação. Apesar do imprevisto, a Prefeitura vai aguardar o relatório com a situação atual da unidade para analisar uma nova proposta.
Subnotificação
A espera por resultados dos 1.047 casos em investigação de Covid-19 em Campinas poderá ser resolvida — em grande parte — até o final de abril. Jonas disse que o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, garantiu que o problema será sanado até dia 17 de abril. Além disso, o Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp deverá começar amanhã a fazer as análises por PCR — a expectativa é de 600 exames/dia. Jonas disse também que melhorou a situação na aquisição dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluindo máscaras N95.

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