Publicado 01/04/2020 - 08h00 - Atualizado 01/04/2020 - 08h00

Por Da Agência Anhanguera

Capa do Correio Popular de terça-feira (31/03)

Reprodução

Capa do Correio Popular de terça-feira (31/03)

Comunicado emitido pela Internacional News Media Association (INMA) informa que até o momento não existem casos registrados em que a transmissão do novo coronavírus, a Covid-19, tenha ocorrido por meio de contatos com jornal ou revistas, impressos, cartas ou embalagens impressas. De acordo com a entidade, testes provaram que o vírus não era viável após 24h em papelão, por exemplo. Portanto, no papel de jornal, que é muito mais poroso que o papelão, a viabilidade do vírus é, presumivelmente ainda menor.
Um estudo realizado entre o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês) e universidades californianas e de Princeton, publicado no New England Journal of Medicine, apontou que este novo coronavírus dura mais tempo em superfícies lisas e não porosas.
O estudo mostrou a estabilidade variável do coronavírus em diferentes superfícies. Em aerossóis, plástico, aço inoxidável, cobre e papelão, os níveis mais baixos de possibilidades de transmissão de coronavírus foram via cobre devido à sua composição atômica e papelão — presumivelmente devido à sua natureza porosa.
Enfatizando que o vírus se espalha quando transmitido por aerossóis, os pesquisadores duplicaram essas gotículas e mediram quanto tempo permaneceram infecciosas nas superfícies.
O coronavírus dura mais tempo em superfícies lisas e não porosas. Pesquisadores descobriram que o vírus ainda era viável após três dias em plástico e aço inoxidável. Os pesquisadores dizem que isso não é tão ameaçador quanto parece, já que a força do vírus diminui rapidamente quando exposta ao ar. Como o vírus perde metade de sua potência a cada 66 minutos, é apenas um oitavo como infeccioso após três horas quando aterrissou em uma superfície. Seis horas depois, a viabilidade é de apenas 2% da original, descobriram os pesquisadores.
O vírus não era viável após 24 horas em papelão — e as boas notícias aqui, como plástico e aço inoxidável, são cada vez mais baixas quando expostas ao ar. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de pegar o vírus que causa a Covid-19 em um pacote que foi transportado e exposto a diferentes condições e clima temperado também é baixo.
Contudo, o Centro para Controle de Doenças (CDC) norte-americano lembra que “pode ser possível para uma pessoa ser contaminada por tocar uma superfície que tenha o vírus, mas este não é considerado o principal meio de transmissão do vírus”.
Para o INMA, todos resultados científicos refletem que superfícies de papel porosas estão, portanto, protegidas contra o coronavírus. Porém, diferentes periódicos do mundo têm tomado medidas de higienização para proteção de funcionários que atuam nas impressões e distribuições das versões impressas, como também para seus leitores.

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