Publicado 29/03/2020 - 11h23 - Atualizado 29/03/2020 - 11h25

Por Gustavo Magnusson

Tiãozinho, presidente da Ponte Preta

PONTEPRESS

Tiãozinho, presidente da Ponte Preta

Há quase duas semanas sem entrar em campo desde a derrota de virada para o Guarani no Dérbi 196, a Ponte Preta ainda tenta buscar explicações para o pífio rendimento destes primeiros três meses do ano. Apesar de estar viva na Copa do Brasil, a equipe amarga a lanterna do Campeonato Paulista e terá que permanecer nesta situação angustiante por tempo indeterminado devido à paralisação do futebol pela pandemia do coronavírus.
"Nós devemos pedir desculpas ao nosso torcedor porque gerou-se uma expectativa muito grande em torno deste elenco. Nós montamos um time com a intenção de brigar por coisas grandes, mas dentro de campo não deu o resultado que nós esperávamos. Precisamos aprender com os erros que cometemos, seja na montagem do elenco, seja na atitude", refletiu o presidente Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, em entrevista à Rádio Central.
Apesar da quarentena, o trabalho na Ponte está sendo incansável, mesmo à distância. "O nosso Departamento de Futebol e comissão técnica estão se reunindo e fazendo videoconferência quase diariamente. Isso acontece tanto para corrigir os erros que nós identificamos dentro de campo quanto para identificar alguns aspectos que não foram devidamente observados nas contratações", explica Tiãozinho. "Este é o ano em que a Ponte Preta completa 120 anos de história, com história maravilhosa e que encanta a todos nós, então temos a obrigação e a responsabilidade de oferecer algo muito melhor para o nosso torcedor no retorno das competições. Não há outro caminho", completa.
Apesar de existir a possibilidade do Paulistão ser encerrado, o mandatário quer que a Ponte Preta esteja preparada para finalizar a competição. "Eu tenho dito nas reuniões que a Ponte precisa manter a guarda alta, não pode se render e não pode abaixar a cabeça. Se o campeonato voltar, são esses atletas que estarão disponíveis e que vão entrar em campo contra Novorizontino e Mirassol para reverter a situação", afirma.

Escrito por:

Gustavo Magnusson