Publicado 27/03/2020 - 10h42 - Atualizado 27/03/2020 - 13h22

Por Carlos Rodrigues

O presidente bugrino, Ricardo Moisés:

Cedoc/RAC

O presidente bugrino, Ricardo Moisés: "Não temos perspectiva de volta"

As 20 equipes que disputarão a Série B do Brasileiro, entre elas Guarani e Ponte Preta, divulgaram ontem um comunicado em conjunto com as medidas que serão tomadas nos próximos dias tendo em vista a paralisação das atividades dos clubes por conta da pandemia do Covid-19. As decisões envolvem férias coletivas de pelo menos 20 dias, possível necessidade de redução nos salários dos jogadores e também um período mínimo de intertemporada antes do reinício das competições. Está marcada para o dia 15 de abril uma reunião entre os clubes e a CBF para novas discussões.
Cinco itens foram definidos pelas agremiações. O primeiro envolve a concessão de férias de 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias, a todos os atletas profissionais, membros de comissões técnicas e funcionários a partir de 1º de abril. A prorrogação das férias dependerá de reavaliação do cenário e das condições de paralisação e isso será definido no encontro com a entidade que organiza o futebol brasileiro.
Os clubes também confirmaram que, apesar das dificuldades e da queda nas receitas, não serão medidos esforços para que os pagamentos de março sejam pagos integralmente a todos os jogadores, membros das comissões técnicas e funcionários. Caso a paralisação persista após o período de férias coletivas, poderá ser necessário aplicar uma redução de 25% nessa remuneração. Também ficou acordada a suspensão, pelo período de paralisação, de todos os Contratos de Direito de Imagem, cabendo a cada clube individualmente analisar e observar as características próprias dos respectivos contratos para as consequentes suspensões.
No quarto item, os clubes solicitam às federações e confederações um período mínimo de 20 dias para recondicionamento físico dos atletas. Isso se aplicará entre o término da paralisação e o reinício das competições. Por fim, todas as equipes se comprometem a colocar suas dependências esportivas à disposição das autoridades sanitárias e de saúde para a instalação de leitos, coleta de sangue, realização de exames e outras atividades que se façam necessárias para o auxílio no combate à pandemia e suas consequências. Nesse caso, Guarani e Ponte Preta já ofereceram suas estruturas à Prefeitura de Campinas.
Sebastião Arcanjo, presidente da Ponte: "Interrupção no ciclo de planejamento"
Os presidentes de Bugre e Macaca comentaram sobre a situação e as eventuais novidades em relação às disputas da reta final do Paulista e da Série B. "Tudo o que se falar agora ainda é prematuro porque não temos perspectiva de volta. Cabe aos clubes e às federações monitorarem a pandemia e, tão logo o futebol possa voltar, retomar os campeonatos. Tudo depende do calendário e debate entre os clubes", disse Ricardo Moisés, mandatário bugrino.
"Todas as decisões devem ser tomadas em conjunto e envolver as entidades que administram o futebol no Brasil. A interrupção nos prejudicou porque interrompeu o ciclo de planejamento da Ponte. Estamos participando das reuniões e olhando com atenção. Esperamos que nada seja decidido de forma intempestiva", comentou Sebastião Arcanjo, presidente da Ponte.

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Carlos Rodrigues