Publicado 22/03/2020 - 16h05 - Atualizado 22/03/2020 - 16h05

Por Gustavo Magnusson/AAN

João Brigatti atribui a queda de rendimento ao pouco tempo de treino

Wagner Souza/AAN

João Brigatti atribui a queda de rendimento ao pouco tempo de treino

Ainda abalada pela derrota de virada para o Guarani no Dérbi 196 da última segunda-feira, a Ponte Preta tem usado o tempo indeterminado de paralisação do Campeonato Paulista não apenas para tomar medidas de prevenção diante da crise atual do novo coronavírus, mas também para reflexão sobre o mau momento da equipe dentro dos gramados.
"Temos que voltar ao ponto da minha chegada ao clube. Eu sabia que o momento do time era ruim e que a sequência dentro do campeonato seria de jogos extremamente difíceis. Eu tinha essa consciência e havia dito na minha coletiva de apresentação que não existem milagres. Só a troca de treinador não iria resolver todos os problemas da equipe. Eu encontrei um ambiente com um astral muito baixo, coisa normal e natural pelos resultados negativos que a equipe estava colhendo", afirmou o técnico João Brigatti em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Até a saída de Gilson Kleina, demitido no último dia 18 de fevereiro, a Ponte Preta somava 7 jogos no ano, com 4 derrotas e 4 vitórias, contando Campeonato Paulista e Copa do Brasil. O ex-treinador teve um aproveitamento de 42,8% à frente da equipe em 2020. Desde então, a Ponte Preta piorou o aproveitamento e caiu pelas tabelas: se Gilson Kleina deixou a Macaca ainda dentro da zona de classificação para as quartas de final, atualmente a equipe amarga a lanterna do Paulistão, com 7 pontos em 10 jogos. Após a chegada de João Brigatti, a Ponte disputou mais 6 jogos, sendo dois deles com o coordenador técnico Fabinho Moreno como interino, contabilizando 3 derrotas, 2 empates e só 1 vitória — aproveitamento de 27,7%.
Brigatti atribui a piora dos resultados ao pouco tempo de treinamento desde o seu retorno ao Majestoso. "Eu sabia que teria muito trabalho e pouco tempo para poder executar e dar uma cara nova para esse time. Enquanto comissão técnica, nós tivemos uma semana para poder treinar. Ainda não faz um mês que eu cheguei na Ponte Preta", diz Brigatti. 

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