Publicado 31/03/2020 - 12h33 - Atualizado 31/03/2020 - 12h33

Por Estadão Conteudo

Compositor morreu aos 86 anos 'após longa doença', segundo a família

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Compositor morreu aos 86 anos 'após longa doença', segundo a família

O compositor polonês Krzysztof Penderecki morreu na manhã do último sábado, aos 86 anos, "após uma longa doença", segundo sua família. Nome-chave da composição erudita, ele também tornou-se célebre pela presença de sua música em trilhas de filmes como O Iluminado, de Stanley Kubrick, e O Exorcista, de William Friedkin.
Penderecki manteve relação próxima com o Brasil desde os anos 1980, comandando grupos como a Orquestra Petrobras Sinfônica, a Filarmônica de Minas Gerais e a Osesp, que regeu em 2017, em sua última passagem por São Paulo.
Sua obra é separada em momentos distintos. Os anos 1950 são o momento da criação de vanguarda, em obras como Polimorphia. Na década de 1960, a primeira pausa e reflexão sobre esse caminho, com uma abertura para a música religiosa: é quando escreve a Paixão Segundo São João, que cai como uma bomba na Polônia comunista.Nos anos 1970 torna-se mais marcante o retorno à música do passado, repensada por meio de um filtro pessoal. Filtro que, nos anos 1980, passa a incluir ainda mais o olhar sobre a política de seu tempo, em peças como o Réquiem Polonês, que nasce a partir de uma encomenda do Solidariedade, sindicato de trabalhadores criado por Lech Walesa que negava o controle do Partido Comunista.
Dali em diante, o compositor havia encontrado seu caminho, somando aos barrocos e clássicos os românticos em seu olhar com relação ao passado. Penderecki não negava essa trajetória. Mas ressaltava o homem por trás dela. A ligação inicial com a vanguarda era uma forma de questionar as determinações do realismo soviético. O afastamento da vanguarda, por sua vez, uma necessidade individual de "não repetir a mim mesmo". E assim por diante. "Nas diferentes vezes em que mudei de direção, não foi para trocar de dogmas", disse ao Estado em 2006. "Foi para encontrar a minha música.
Covid-19: mais uma vítima na música
O compositor e cantor original da canção I Love Rock 'n' Roll, um dos maiores sucessos de Joan Jett, Alan Merrill, morreu no fim de semana por complicações da covid-19. Ele tinha 69 anos. Em posts nas redes sociais, sua filha, Laura, escreveu que o pai vinha recentemente "dizendo que os sintomas de gripe que ele tinha não eram nada de mais", antes da sua internação. Alan nasceu em Nova York, mas foi em Londres que construiu sua carreira na música, com a banda Arrows (de Touch Too Much). Em 1975, ele escreveu e lançou I Love Rock 'n' Roll com os Arrows, como um tipo de resposta desbocada a It's Only Rock 'n' Roll, dos Rolling Stones. A música só decolou depois da gravação de Joan Jett & The Blackhearts, 7 anos depois.

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