Publicado 26/03/2020 - 12h37 - Atualizado 26/03/2020 - 12h37

Por Da TV Press

Na Globo, Cortaz participou de Ilha de Ferro e O Sétimo Guardião

Divulgação/Globo

Na Globo, Cortaz participou de Ilha de Ferro e O Sétimo Guardião

Por trás da voz grave e do jeitão sério de Milhem Cortaz existe um sujeito brincalhão e que se emociona muito facilmente. No ar como o irredutível Matias de Amor de Mãe, o ator encara o choro e o riso de um homem em plena desconstrução do machismo para salvar seu casamento. “É um assunto atual e está sendo tratado de forma muito realista. Acho que, se ainda existe esperança para o amor, tudo é válido. É um momento de adaptação do homem e o personagem representa isso de forma muito legal, como um aprendiz mesmo”, explica Milhem.
Paulistano descendente de árabes e italianos, Milhem se descobriu ator cedo. Aos 11 anos, atuou ao lado do falecido Walmor Chagas no teatro. Algumas peças e cursos depois, tornou-se um ator badalado no cinema, em que esteve em produções como Carandiru, O Cheiro do Ralo e no sucesso Tropa de Elite. Paralelamente, teve pequenos papéis em produções da Globo e do SBT, até ser contratado pela Record, em que se destacou em novelas como Cidadão Brasileiro, Chamas da Vida e Os Dez Mandamentos. Após 12 anos de vínculo, em 2017, Milhem optou por não renovar seu contrato. Em seguida, assinou com a Globo, e esteve em produções como Ilha de Ferro e O Sétimo Guardião. “Costumo viver todas as fases da minha carreira de forma intensa. Estou gostando das propostas que estão surgindo na Globo. A continuidade desse vínculo me mostra que estou trilhando um caminho legal.”
TV Press - Em 2018, você assinou com a Globo por obra para atuar em O Sétimo Guardião. Você se surpreendeu ao, em seguida, ser chamado para Amor de Mãe?
Milhem Cortaz - Terminei a novela do Aguinaldo (Silva) muito feliz de estar na emissora. Como não sou de ficar parado, já estava começando a buscar projetos no cinema quando surgiu o convite para viver o Matias. Nem pensei duas vezes. É um personagem com conflitos cômicos e dramáticos muito interessantes. Além disso, discute questões de machismo e masculinidade de forma muito atual.
Por conta do uso de calcinhas e do ciúme no casamento, o Machado de O Sétimo Guardião também abordava o universo masculino de forma atual. Com o fracasso da trama anterior, você encara o Matias como uma segunda chance de abordar o tema?
São dois personagens tentando se encontrar e superar problemas em seus relacionamentos. Mas o tratamento é totalmente diferente. O Matias vai por um caminho muito mais realista. E acho que é isso que diferencia ele do tom um pouco mais exagerado do Machado. Encaro esses trabalhos como duas visões sobre a mesma questão. Honestamente, não vejo O Sétimo Guardião como a novela “flopada” que todo mundo fala.
Acredita que foi um sucesso?
No meu ponto de vista, sim (risos). Construí minha carreira à margem da Globo. Geralmente, os atores começam por aqui e depois vão para a Record ou fazer cinema. Comecei nos filmes e passei pouco mais de década na Record para depois receber um convite para trabalhar de fato na Globo. Estava acostumado a comemorar oito pontos no Ibope. Fiz novelas por lá que, quando davam 17 pontos, eram consideradas um megassucesso. Então, estar em uma obra com média geral de 29 pontos é bem legal. Fora que a Globo me dá muito suporte para trabalhar.

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