Publicado 27/03/2020 - 10h53 - Atualizado 28/03/2020 - 10h35

Por Maria Teresa Costa

Sobe para 19 o número de infectados em Campinas

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Sobe para 19 o número de infectados em Campinas

Com três novos casos de Covid-19 registrados ontem em Ca</IP>mpinas, a cidade contabiliza 19 contaminações por coronavírus e 489 suspeitas da doença, 48 a mais do que na última quinta-feira. Mas há também boa notícia: subiu para 59 o número de pessoas que testaram negativo para a doença. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), o número de casos subiu para 29. Além dos infectados em Campinas, há um em Americana, três em Valinhos, dois em Paulínia, dois em Hortolândia, um em Holambra e um em Jaguariúna.
Em seis dias, Campinas computa um crescimento de 111% na quantidade de pessoas que testaram positivo para o coronavírus. No dia 21 a cidade tinha nove registros e ontem 19, média de três novos casos por dia.
De acordo com o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, os novos infectados são um homem de 34 anos, outro de 55 e uma mulher de 61 anos, que estão em isolamento domiciliar e passam bem. Não há, até o momento, pacientes com Covid-19 em UTI. Apenas um paciente está internado, em enfermaria, e seu estado é estável. Os demais estão em casa.
O secretário informou que a maioria dos casos descartados são pessoas com o H1N1, o que mostra a importância da vacinação. "A maioria que temos e teremos será do vírus influenza", disse. A vacinação tem que continuar, agora com os idosos e depois com grávidas e crianças.
Jonas reforçou que mantém a recomendação do período de isolamento social na cidade até o dia 12 de abril, com funcionamento apenas dos serviços essenciais e orientação para que as pessoas permaneçam em casa, conforme diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, frente à pandemia da Covid-19.
Campinas decretou situação de calamidade pública e implantou quarentena na cidade, com adoção de uma série de medidas para evitar circulação e aglomeração de pessoas. As aulas estão suspensas, igrejas fechadas, e apenas setores essenciais do comercio podem funcionar, como lojas de gêneros alimentícios, farmácias e produtos de limpeza.
As feiras noturnas foram suspensas e as diurnas são mantidas nos locais e horários de costume, porém apenas com produtos de primeira necessidade, como alimentos. Não haverá mesas e cadeiras para consumo de alimentos no local.

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Maria Teresa Costa