Publicado 01/03/2020 - 10h17 - Atualizado 01/03/2020 - 10h19

Por Maria Teresa Costa

Rio Atibaia, que terá leito represado para a construção do reservatório

Leandro Ferreira/AAN

Rio Atibaia, que terá leito represado para a construção do reservatório

O Ministério do Desenvolvimento aprovou o pedido de financiamento de R$ 5,5 milhões para a elaboração do projeto de implantação de uma represa de água bruta em Campinas, prevista para ser construída no Distrito de Sousas, na região conhecida como Três Pontes. O recurso, no entanto, ainda não foi liberado pela Caixa Econômico Federal (CEF). Também está na Caixa, pedido de financiamento, de R$ 380 milhões, para a construção do reservatório previsto para garantir autonomia à cidade por 70 dias de estiagem severa.
O prefeito Jonas Donizette (PSB) disse que o pedido de financiamento estava bem encaminhado, mas houve troca de ministro de Desenvolvimento Regional e ele quer retomar a negociação. Jonas afirmou que na primeira de março estará com o ministro Gustavo Canuto.
No valor do financiamento está incluído o barramento no Rio Atibaia, construção de elevatória, sistema adutor de 12 quilômetros para levar a água às estações de tratamento e desapropriações.
A proposta é que o empreendimento seja construído por meio de parceria público-privada. A previsão é que a represa tenha capacidade para armazenar 17,4 bilhões de litros de volume útil. Quando o barramento estiver concluído, a Sanasa desativará a captação e a estação de tratamento no Rio Capivari, permitindo assim a redução de custos operacionais da empresa, hoje de cerca de R$ 16 milhões anuais com essa estrutura.
A área de 3,5 milhões de metros quadrados onde o empreendimento será implantado foi declarada de utilidade pública para desapropriação. Os estudos para a construção do reservatório tiveram início em 2014, em meio à crise hídrica enfrentada pelo estado de São Paulo.
Segundo a Administração, o represamento do rio Atibaia trará independência do Sistema Cantareira, melhoria da qualidade da água e, consequentemente, redução de gastos com insumo, além de permitir geração de energia.
A obra resultará ainda na possibilidade de venda de água tratada para outros municípios e segurança hídrica.

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Maria Teresa Costa