Publicado 26/03/2020 - 18h48 - Atualizado 26/03/2020 - 18h48

Por AFP


Os países latino-americanos continuam a reforçar medidas para frear a pandemia do novo coronavírus, com mais restrições à circulação e planos de ajuda econômica.

A região soma mais de 9 mil casos do vírus e 150 mortos, segundo uma contagem da AFP a partir de cifras oficiais até as 21H00 GMT (18H00 de Brasília).

Confira a seguir, as principais medidas por país.

Confinamento obrigatório nacional até 31 de março, fronteiras fechadas para estrangeiros não residentes e limitações nas repatriações.

Aumento dos subsídios a famílias pobres, aposentados e desocupados. Ajuda financeira de 5,3 bilhões de dólares a pequenas e médias empresas.

Quarentena total até 5 de abril. Só podem transitar veículos autorizados para transportar trabalhadores de fábricas ou que atendam pessoal sanitário e jornalistas. Fechamento de fronteiras a cidadãos bolivianos e proibição de circulação de pessoas até 15 de abril a partir de quinta-feira (26). Adiamento das eleições gerais de 3 de maio, que podem ser realizadas entre junho e setembro.

Fechamento das fronteiras terrestres. Proibição do acesso a cidadãos de grande parte da Europa e da Ásia. Quarentena em São Paulo com fechamento de restaurantes, estabelecimentos comerciais e outros serviços, exceto saúde, segurança, bancos, supermercados, padarias e transporte público. No Rio, praias com acesso proibido. Vários estados suspenderam as aulas e eventos públicos, determinaram o fechamento de lojas e reduziram a capacidade dos transportes. O presidente Jair Bolsonaro liberou o funcionamento de templos religiosos.

Plano de ajuda econômica de US$ 30 bilhões nos próximos três meses, principalmente para os setores pobres.

Quarentena total para os 1,3 milhão de moradores de sete áreas de Santiago por uma semana. Toque recolher noturno. Fechamento de fronteiras para as pessoas.

Cordão sanitário em locais remotos: Puerto Williams entrará em quarentena total; aeroportos e portos fechados nas ilhas, como Juan Fernández (Robinson Crusoé) e Páscoa. Adiamento para outubro do plebiscito sobre a reforma constitucional. Suspensão das aulas presenciais até maio.

Só poderão sair para trabalhar os que desempenhem atividades consideradas essenciais para o país.

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