Publicado 13/02/2020 - 10h24 - Atualizado 13/02/2020 - 10h25

Por Gustavo Magnusson

O zagueiro Wellington Carvalho deve ser mantido como titular na zaga da Ponte Preta, que conseguirá a classificação se não sofrer gol hoje à noite

Denny Cesare/EC

O zagueiro Wellington Carvalho deve ser mantido como titular na zaga da Ponte Preta, que conseguirá a classificação se não sofrer gol hoje à noite

A Ponte Preta estreia hoje na Copa do Brasil contra o Novo Hamburgo, às 19h15, no Estádio do Vale, buscando não repetir o vexame da eliminação do ano passado na 1ª fase da competição.
Na ocasião, a Macaca perdia por 1 a 0 para a Aparecidense-GO, em Goiânia, quando Hugo Cabral, em posição de impedimento, empatou a partida aos 44’ do segundo tempo. O gol dava a vaga para a equipe então treinada por Jorginho. Após mais de 15 minutos de paralisação, a arbitragem voltou atrás da decisão e confirmou o impedimento. Alegando interferência externa, a Ponte entrou com recurso no STJD para anulação da partida e teve o pedido acatado após julgamento. No entanto, a vitória nos tribunais foi inútil, já que a Ponte foi derrotada por 2 a 0 na partida remarcada.
"Estamos carregando o peso do ano passado", disse o volante Bruno Reis, um dos 13 reforços que a Ponte Preta trouxe para esta temporada. "Creio que isso não faz bem para nós e para o clube. O que ficou no ano passado temos que deixar no ano passado. Nós somos jogadores novos e estamos aqui para escrever a nossa história na Ponte Preta. É claro que temos responsabilidade de vencer e de classificar. Mas o que aconteceu no passado tem que ficar para trás", completou.
Para a partida contra o Novo Hamburgo, o técnico Gilson Kleina deve repetir a escalação da derrota do último sábado por 1 a 0 para o Palmeiras, no Moisés Lucarelli, pelo Paulista. Um empate é suficiente para a classificação da Ponte. “O jogo no Sul é importantíssimo para nós e temos que ter o mesmo espírito que apresentamos contra o Palmeiras para sairmos vitoriosos. É um jogo só, traiçoeiro, então temos que ter foco total”, cobra o comandante da Macaca.
O único atleta do elenco da Ponte Preta que não viajou para o Rio Grande do Sul foi o goleiro Ivan, que apesar de já ter retornado da Seleção Brasileira Pré-Olímpica, ganhou folga da comissão técnica e se reapresenta ao clube apenas na manhã de hoje. "O Ivan está há 78 dias fora da Ponte Preta. Houve uma reformulação muito grande e ele não conhece nem o nome de alguns atletas. Nós achamos prudente deixá-lo de fora neste momento. Eu já tinha conversado com ele pelo telefone. Também havia falado com o Ygor Vinhas e toda a comissão”, explicou o preparador de goleiros da equipe, Beto Guastali.
FICHA TÉCNICA
NOVO HAMBURGO
Jacsson; Chicão, Windson, Diego Ivo e Romano; Bertotto, Escobar, Mossoró, Felipe Lima e Juba; Alison. Técnico: Ben Hur Pereira.
PONTE PRETA
Ygor Vinhas; Apodi, Wellington Carvalho, Henrique Trevisan e Guilherme Lazaroni; Dawhan, Bruno Reis e João Paulo; Mateus Anderson, Bruno Rodrigues e Roger. Técnico: Gilson Kleina.
Local: Estádio do Vale. Horário: 19h15 (SporTV). Árbitro: William Machado Steffen (SC).
Adversário gaúcho ainda não marcou gol neste ano
Campeão gaúcho em 2017 e 5º colocado na última edição do torneio, o Novo Hamburgo ainda não balançou as redes em 2020 e está longe de repetir suas duas boas campanhas recentes na competição estadual. Neste momento, a equipe é a lanterna geral do Gauchão, com apenas 3 pontos conquistados após 5 jogos disputados. Foram 3 empates por 0 a 0 (Pelotas, Juventude e São Luiz) e 2 derrotas (Ypiranga e Internacional).
No último domingo, o revés por 2 a 0 para o Colorado, no Beira-Rio, custou o cargo do técnico Julinho Camargo. Com a proximidade do confronto diante da Ponte Preta, a diretoria do Nóia agiu rápido e já na segunda-feira acertou a contração de Ben Hur Pereira, que chega para sua quarta passagem no clube. Na mais recente delas, comandou a equipe no Campeonato Brasileiro da Série D de 2017.
Apesar do momento de seca do Novo Hamburgo, a Ponte Preta adota bastante cautela para o confronto de hoje em que joga pelo empate. Entre os obstáculos a serem superados, estão o gramado sintético do Estádio do Vale e a bola diferente, além de um adversário com características bastante próprias de equipes gaúchas.
"Joguei os últimos dois anos e meio lá no Sul, com um treinador que é natural do Rio Grande do Sul. Realmente existe uma certa diferença, pois trata-se de um jogo mais pegado e disputado. Apesar disso, não tenho dúvidas de que o nosso time está preparado para todo tipo de coisa que venha a acontecer", afirma o volante Bruno Reis, que nas últimas três temporadas defendeu o Operário-PR sob o comando de Gerson Gusmão.

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Gustavo Magnusson