Publicado 14/02/2020 - 09h48 - Atualizado 14/02/2020 - 09h48

Por Maria Teresa Costa

O deputado estadual Rafa Zimbaldi afirmou ter recebido também convite do presidente estadual do partido

Alesp/Divulgação

O deputado estadual Rafa Zimbaldi afirmou ter recebido também convite do presidente estadual do partido

O deputado estadual Rafa Zimbaldi (PSB), que está em uma queda de braços com o prefeito Jonas Donizette para ser o candidato do partido a prefeito em outubro, fez mais um movimento para se viabilizar como o nome do PSB: se encontrou com o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, e informou que recebeu dele o convite para ser o candidato do partido em outubro. As convenções partidárias devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
O mesmo convite, disse o deputado, já havia sido feito pelo presidente estadual, Márcio França. “O apoio das executivas nacional e estadual me dá tranquilidade para trabalhar minha pré-candidatura com mais confiança”, disse.
De acordo com o deputado, o presidente nacional apoia seu nome por considerá-lo mais preparado e com mais condições de ser o candidato da legenda. Siqueira e França foram procurados pelo Correio, mas não se manifestaram. Segundo Rafa, as executivas nacional e estadual definirão a candidatura.
O prefeito Jonas Donizette observou que Zimbaldi já tinha se colocado como pré-candidato. “Quando falo da eleição, sempre coloco que quem vai decidir quem irá para a disputa são os filiados, na convenção do partido. Não há outra forma que não seja essa e o escolhido terá todo apoio. Além do deputado, temos o vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira que também tem expressão e uma pessoa muito querida no meio político e no partido, que é o Wandão”, disse.
Para Jonas, a convenção será um bom momento de debate, para analisar o conteúdo das propostas de cada um e depois os filiados decidirão. “França e Siqueira já disseram que quem vai decidir são os filiados”, afirmou.
A relação entre Rafa e Jonas está estremecida desde que o PSB expulsou o deputado Luiz Lauro, sobrinho do prefeito, para que pudesse se filiar ao PSDB e assumir cadeira na Câmara Federal. Rafa entendeu essa manobra como um movimento para tentar inviabilizar sua candidatura a prefeito.
O deputado pediu à executiva estadual que suspendesse a expulsão, o que de fato ocorreu, e a executiva nacional entrou com ação de perda de mandato por infidelidade partidária no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação está na mesa do ministro Edson Fachin para decisão.

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Maria Teresa Costa