Publicado 13/02/2020 - 13h51 - Atualizado 13/02/2020 - 13h51

Por Alenita Ramirez

O empresário Márcio Pores da Silva, de 35 anos, sócio do Boteco Velho Casarão

Wagner Souza/AAN

O empresário Márcio Pores da Silva, de 35 anos, sócio do Boteco Velho Casarão

O empresário Márcio Pores da Silva, de 35 anos, sócio do Boteco Velho Casarão, disse que o operador de telemarketing, Andrew Silva Jaroczinski, de 19 anos, o agrediu com um soco no rosto durante a confusão que houve em frente ao seu bar, na Rua Sacramento, na região central. Entretanto, ele reafirmou que o jovem não estava envolvido no conflito inicial, que culminou na morte do jovem. A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira (13) enquanto Silva deixava o 1º Distrito Policial (DP), após 2h30 de depoimentos. O empresário é irmão do suspeito de ter perseguido, espancado e esfaqueado a vítima a quatro quarteirões do bar. O autor deverá se apresentar à polícia na semana que vem.
O delegado que preside o inquérito, Hamilton Caviola Júnior, afirmou que a agressão contra o jovem não é considerada legítima defesa, já que a vítima estava caída no chão. Ele também afirmou que as declarações dos dois empresários confirmam que o rapaz não estava na primeira briga que houve e que após o tumulto, um outro grupo começou a se formar para ir para cima dos funcionários do bar, momento em que eles se anteciparam e saíram primeiro em ataque.
Segundo um dos advogados dos suspeitos, o autor teria agredido a vítima para defender o irmão.
Ontem, o sócio do estabelecimento, Maicon, se apresentou e também prestou depoimentos para a polícia.
O caso
Andrew estava com outro grupo que estava na Praça Bento Quirino quando começou uma confusão causada em razão de uma mancha de katchup na calça de um cliente do bar. Segundo depoimentos, garçons recolhiam mesas do estabelecimento que estavam na calçada, mas em uma delas havia katchup. O rapaz teria se irritado e ido para cima do funcionário, momento que houve uma briga.
Imagens divulgadas por comércios da região e também pelo bar mostram a confusão. Em dado momento, a vítima se aproximou dos grupos, para observar, mas saiu e foi perseguido.
Ele foi agredido na Rua José Paulino por três pessoas, sendo que o suspeito chutou a vítima já no chão e depois a golpeou. Outro rapaz também foi atingido por golpes de faca.

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Alenita Ramirez