Publicado 21/02/2020 - 20h41 - Atualizado 21/02/2020 - 20h41

Por AFP


Após entrar em acordo com a empresa, os funcionários da Petrobras encerraram a greve iniciada no último 1º de fevereiro. As partes compareceram à audiência de conciliação convocada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília, que anunciou o fim da paralisação pelo Twitter.

A FUP (Federação Única dos Petroleiros), que reúne diferentes sindicatos do setor, decidiu suspender a paralisação na última quinta, condicionando a ordem de encerramento da greve aos resultados da audiência.

Segundo o TST, foi acordado que a metade dos 20 dias de greve sejam descontados dos salários e que não haja multas "pela participação pacífica" da paralisação.

Na segunda, o mesmo juiz do TST que convocou a audiência, Ives Gandra, determinou que a greve era "ilegal" e teria "motivação política". Ele havia fixado uma multa diária de até R$ 500 mil para os sindicatos que aderissem à paralisação.

As partes também combinaram de voltar a se reunir na próxima quinta, dia 27 de fevereiro, para tratar do assunto que causou a greve.

A paralisação começou após o anúncio do fechamento de uma fábrica de fertilizantes subsidiária da Petrobras no Paraná, seguida da demissão de aproximadamente 400 funcionários fixos e 600 terceirizados.

Segundo informações do TST, haverá a tentativa de compensação financeira para os demitidos.

O diretor da FUP, Paulo Neves, explicou à AFP que após a negociação da próxima quinta voltarão a discutir se entrarão novamente em greve ou não.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), mais de 20 mil funcionários aderiram à greve, representando um terço do total de empregados, nas 121 unidades da petrolífera, entre plataformas, refinarias, fábricas e sedes administrativas.

A empresa garante que a paralisação não afetou a sua produção por causa da contratação de funcionários terceirizados e dos petroleiros que não aderiram ao movimento.

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