Publicado 15/02/2020 - 00h45 - Atualizado 15/02/2020 - 00h45

Por AFP


Pelo menos quarenta pessoas, incluindo nove soldados, morreram em uma série de ataques no centro do Mali, anunciaram as autoridades locais, em uma nova onda de violência interétnica que assola a região.

Desse total, 31 faleceram numa ação em Ogossagou, uma aldeia habitada principalmente por membros da etnia peul, onde 160 morreram em março passado em um massacre atribuído a milicianos da etnia dogon, disseram fontes oficiais.

Cerca de 30 homens armados participaram da ação, na qual também "queimaram cabanas e plantações e roubaram gado", disse à AFP o chefe da aldeia, Aly Ousmane Barry.

Um funcionário do governo local, que pediu anonimato, disse que 28 pessoas estavam desaparecidas.

Essa fonte culpou pelo ataque um grupo tradicional de caçadores dogon, uma alegação que ainda não foi verificada de forma independente.

Desde 2015, esta região é palco de uma série de atos de violência e pelo aparecimento de um grupo jihadista afiliado ao Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM), chefiado pelo pregador étnico peul Amadou Koufa, que recrutou extensivamente em sua comunidade

Os peuls, são em sua maioria criadores de gado e a etnia dogon pratican a agricultura.

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