Publicado 14/02/2020 - 17h30 - Atualizado 14/02/2020 - 17h30

Por AFP


Milhares de partidários de Moqtada Sadr saíram às ruas nesta sexta-feira (14) em Bagdá e no sul do Iraque para denunciar "ataques aos símbolos religiosos" depois que esse líder xiita recebeu críticas durante uma manifestação e nas redes sociais.

"Somos um só grupo e nossa autoridade é Moqtada Sadr", gritava a multidão de homens, alguns vestindo trajes tradicionais, que invadiram a praça Tahrir, em Bagdá, em meio a manifestações contra o governo.

Sadr, que sempre foi cultuado em todo Iraque, retirou o apoio aos manifestantes que desde 1º de outubro denunciam a corrupção da classe política e pedem por renovação política por causa do compromisso com o novo primeiro-ministro, Mohammad Allawi, que já foi por duas vezes ministro nesse mesmo sistema que desejam derrubar.

Moqtada Sadr solicitou o encerramento das manifestações e acusou os participantes de consumirem álcool e drogas.

Nesta sexta, em Bagdá, os seguidores de Sadr marcharam como demonstração de apoio ao seu líder, que é insultado nas redes sociais e foi denunciado por centenas de mulheres na última quinta durante um protesto na praça Tahir.

"Recusamos os saboteadores que se misturam aos participantes, acabam com o pacifismo do movimento e insultam profetas e símbolos religiosos", afirmou à AFP um dos apoiadores de Sadr, em Tahrir.

Recentes confrontos entre os manifestantes e os partidários de Moqtada Sadr já deixaram oito mortos.

O movimento anti-governo, que começou há quatro meses, já deixou 550 mortos e 30 mil feridos, segundo balanço oficial.

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