Publicado 29/01/2020 - 07h29 - Atualizado 29/01/2020 - 07h29

Por Maria Teresa Costa

Intervenções no sistema de drenagem, eliminação de infiltrações, de fissuras e reparos em ferragens integram etapa inicial do prédio no Cambuí

Leandro Ferreira/AAN

Intervenções no sistema de drenagem, eliminação de infiltrações, de fissuras e reparos em ferragens integram etapa inicial do prédio no Cambuí

Fechado desde 2011 devido à precariedade do prédio, o Centro de Convivência Cultural volta ao cenário com nova licitação para as reformas necessárias. O edital de concorrência foi publicado ontem, com previsão de recebimento das propostas em 3 de março. O custo da primeira fase é de R$ 22,3 milhões, que correspondem a 54,2% do valor estimado para o total da obra, que é de R$ 41,4 milhões.
Por enquanto, a Prefeitura tem R$ 19,1 milhões garantidos por convênio com o governo do Estado, assinado em novembro. O recurso estadual é parte da verba que estava destinada à construção do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. A Prefeitura não definiu de onde virá o restante do recurso para concluir toda a reforma, mas poderá ser de novo repasse do governo ou de empréstimo.
Na primeira fase da intervenção no complexo cultural ocorrerá recuperação estrutural, com intervenções no sistema de drenagem, eliminação de infiltrações, de fissuras e reparos em ferragens; impermeabilização e substituição completa das redes elétrica e hidráulica. Também serão feitas as adequações para acessibilidade e para atender as normas de segurança do Corpo de Bombeiros.
A Prefeitura chegou a abrir uma licitação no final de 2018, que foi suspensa em janeiro do ano passado e mudança do edital em março, que alterou o custo da obra para R$ 41,4 milhões, R$ 413,6 mil a mais do previsto no edital do início do ano. A mudança no valor ocorreu, segundo o governo, em função de questionamentos feitos por empresas interessadas e que levaram a reavaliar e a fazer ajuste no projeto, com ampliação de serviços. O edital foi revogado ontem e uma nova concorrência foi aberta, 27 meses de prazo para entregar a reforma concluída.
Há muita obra a ser feita no edifício projetado pelo arquiteto Fábio Penteado. Há fios expostos, ligações de energia clandestinas, goteiras, muita umidade no chão e nas paredes devido à infiltração no local, e até esgoto a céu aberto. Do lado de fora, os problemas também são visíveis. Os pilares localizados próximos à entrada onde funcionava o setor administrativo da Orquestra Sinfônica possuem rachaduras e o chão já cedeu.
Na segunda fase, ocorrerá a instalação do sistema de climatização, exaustão e ar-condicionado, acústica, cenotecnia, áudio e vídeo, automação, luminotécnica e limpeza geral.
O projeto total de reforma inclui adequação de usos, acessos e circulações e preserva o projeto original de Fábio Penteado. As salas de máquinas de todos os sistemas de apoio do Centro Cultural serão mantidas e readequadas com novos equipamentos. Os sistemas existentes de troca e condicionamento do ar, infraestrutura elétrica, iluminação e segurança contra incêndios, deverão ser completamente removidos para substituição.
As aberturas secundárias entre os Blocos B (bar/café) e T (onde estão o teatro, camarins, sanitários, administração da Orquestra, sala de ensaio) serão reativadas para facilitar o acesso do público ao teatro e complementar as rotas de fuga.
Será feita nova impermeabilização da cobertura e substituição da laje de forro. O palco existente, que não é original, será removido, liberando espaço da galeria para o anel de circulação geral do complexo. Um novo palco menor será construído para pequenas apresentações. O mezanino do bar deverá ser reativado para uso público e poderá ser utilizado pelo próprio café ou para eventos do tipo exposições e instalações artísticas e pequenos workshops.

Escrito por:

Maria Teresa Costa