Publicado 24/01/2020 - 10h05 - Atualizado 24/01/2020 - 10h05

Por Daniel de Camargo

Campineiro, que se mudou há 22 anos, deve chegar amanhã à cidade

Álbum Pessoal

Campineiro, que se mudou há 22 anos, deve chegar amanhã à cidade

Depois de deixar a sua casa em Cornélio Procópio, no Paraná, por volta das 4h da madrugada de anteontem, Luiz Roberto Schenferd, industriário de 57 anos, deve chegar por volta das 12h, amanhã, em Campinas, completando um percurso de mais de 450km feito de bicicleta. A grande aventura, como classificou a jornada, foi motivada pelo desejo de mostrar para os amigos, familiares, mas principalmente para os quatro filhos, que não se deve desistir ou desanimar mediante as dificuldades impostas pela vida. 
Schenferd avalia que os obstáculos, sejam eles quais forem, servem para aprimorar os seres humanos por meio da luta. "Um dos meus filhos, tem certa depressão. Me propus a essa empreitada pensando muito nele", comentou. Além disso, disse estar realizando um sonho, pois sempre foi adepto de esportes e o destino final, a casa de uma irmã na Rua Beatriz Pompeu de Camargo, no Parque Via Norte, o traz de volta à Vila Boa Vista, onde nasceu, cresceu e cultivou inúmeros entes queridos. Em Campinas, residem dois filhos do primeiro casamento e a maior parte da família.
"Estou encarando o itinerário também como um passeio: prestando atenção nas paisagens quando possível, porque a chuva tem prejudicado bastante", falou. O ciclista informou que os momentos estão sendo registrados em fotos e vídeos.
A rota foi dividida em etapas. No primeiro dia, pedalou aproximadamente 135 quilômetros até Santa Cruz do Rio Pardo, já Estado de São Paulo. De ontem para hoje, havia planejado inicialmente percorrer outros 135 quilômetros até Itatinga. Como uma luz de sinalização da bicicleta quebrou, andou 20 quilômetros chegando em Boituva. Lá, pernoitou na casa de amigos. Por fim, vai se deslocar até Campinas, viajando cerca de 100 quilômetros.
Campineiro, Schenferd se mudou para o Paraná há 22 anos, quando a empresa em que trabalha até hoje foi adquirida por outra, instalada em Cornélio Procópio. Na época, todos os colaboradores foram transferidos para lá. Por isso, essa viagem vem sendo planejada há tempos. O supervisor de produção revelou que pratica corrida de rua há 27 anos. Em média, nove quilômetros por dia. Então, está bem fisicamente. Foi necessária apenas uma adaptação ao ciclismo, que requereu quatro meses de treinamento. Ao todo, investiu em torno de R$ 4 mil em equipamentos incluindo a bicicleta.
Precavido, se organizou levando, entre outros, capa de chuva, camisetas próprias para o ciclismo com mangas longas, que protegem do sol e também câmaras de ar. No caso, para substituir um pneu furado, se necessário. Para evitar um furto, a bicicleta - fiel companheira - foi levada para o quarto dos hotéis em que se hospedou. Ainda assim, também porta um cadeado para se alimentar ou hidratar tranquilamente em estabelecimentos comerciais.
Os incentivos começaram logo na partida, quando um grupo de colegas o acompanhou em parte do trajeto. No começo, já enfrentou chuva a ponto de ficar completamente encharcado. Neste momento, prosseguiu pedalando com receio de parar e esfriar o corpo e, consequentemente, terminar doente. Nos pontos de parada, tomou banhos quentes para se restabelecer. O esforço físico, detalha Schenferd, tem sido grande. Parte das rodovias e estradas tem trechos íngremes, que exigem bastante do atleta. O objetivo, entretanto, o mantém firme na jornada.

Escrito por:

Daniel de Camargo