Publicado 14/01/2020 - 10h12 - Atualizado 14/01/2020 - 10h12

Por Gilson Rei

Última sobrevivente da colisão, uma das adolescentes, foi a óbito ontem

Divulgação

Última sobrevivente da colisão, uma das adolescentes, foi a óbito ontem

A morte de cinco pessoas de uma mesma família de Paulínia marcou com tristeza este início de ano. As mortes ocorreram em um acidente na madrugada do último domingo, na BR-116, próximo a Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, Nordeste do Estado de Minas Gerais.
A quinta vítima morreu ontem e o enterro da família será hoje em Paulínia. Não haverá velório. Um cortejo fúnebre foi planejado a partir das 9h de hoje, partindo do estacionamento do Cemitério Municipal de Paulínia, na região central da cidade, para o sepultamento dos corpos da família no Cemitério das Palmeiras.
Morreram no acidente Afonso da Silva Gomes, 48 anos, e sua esposa Érika Cristina Araújo, 38 anos, além das filhas Luiza Cristina Araújo Gomes, 11 anos, Maria Eduarda Araújo Gomes, 15 anos, e Izabela Caroline Araújo Gomes, 18 anos. Maria Eduarda foi a vítima que estava na UTI, mas não resistiu e morreu ontem.
Quanto ao acidente, a Polícia Rodoviária Federal obteve informações de que o veículo que transportava a família seguia pela rodovia às 4h45 de domingo, quando invadiu a pista contrária e bateu no caminhão que ia no sentido contrário. No carro estavam mãe, pai e três filhas. Três pessoas morreram no local do acidente — o casal e uma das filhas.
As outras duas filhas foram levadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Vale do Jequitinhonha, mas uma delas não resistiu logo na entrada. A única sobrevivente que ainda estava na Unidade de Tratamento Intensiva morreu ontem.
A família de Paulínia voltava da Paraíba para o Bom Retiro. A família retornava da casa de parentes, onde passaram Natal e Ano Novo. Afonso é natural de Manaíra (PB), e havia 30 anos que não visitava sua terra natal. A mulher estava ao volante do carro, o marido no lado do passageiro e as três filhas no banco traseiro. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Teófilo Otoni (MG).
A funerária estava pronta para o traslado de quatro corpos quando Maria Eduarda morreu e, por isso, os familiares decidiram adiar para aguardar a liberação do corpo da adolescente. As causas do acidente serão apuradas. Além das informações de que o carro da família teria saído da pista e batido de frente com o caminhão, a polícia confirmou que o caminhão de Minas Gerais seguia para a Bahia. Ela nada sofreu.

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Gilson Rei