Publicado 21 de Dezembro de 2019 - 16h01

Por Gilson Rei

Valéria Bolsonaro defende que todos os passos da implantação da escola cívico-militar foram seguidos

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Valéria Bolsonaro defende que todos os passos da implantação da escola cívico-militar foram seguidos

O trabalho da promotoria de Justiça realizado pelo Ministério Público, que pediu a suspensão do processo de implantação da Escola Cívico-militar em Campinas, foi colocado em dúvida pela deputada Valeria Bolsonaro (PSL), que afirmou ter ocorrido influência do vereador Gustavo Petta (PCdoB) junto ao promotor da Infância e Juventude, Rodrigo Augusto de Oliveira, que assina o pedido.

A deputada protocolou ontem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um pedido de esclarecimento, com a denúncia de conflito de interesses. O pedido deverá ser encaminhado pela Alesp à Procuradoria-Geral do Ministério Público de São Paulo. O procurador-geral deverá receber o pedido em janeiro, quando o Judiciário deverá retornar do recesso.

Valéria afirmou que o pedido informa que todos os passos da implantação da Escola Cívico-militar foram cumpridos, desde o pedido de adesão até as audiências de esclarecimento junto à comunidade, culminando no processo de votação na escola municipal Odila Maia Rocha Brito, no bairro São Domingos, em Campinas.

Segundo a deputada, o pedido do MP de Campinas partiu de um promotor que tinha sido homenageado pelo vereador Gustavo Petta (PCdoB). “Não há razão nenhuma para o MP pedir a suspensão e, além disso, há poucos dias o mesmo promotor foi homenageado na Câmara pelo vereador que critica o modelo cívico-militar, mostrando conflito de interesses”, explicou Valéria.

Ontem, em postagem no Instagran e no Facebook, Valéria afirmou que o direito democrático de decidir foi cerceado por um vereador que usou da influência de um promotor, que coincidente foi homenageado por ele. No vídeo ela diz: “Será que tem conflito de interesse?”, perguntou.

No Facebook ela publicou o vídeo e deixou um texto escrito para seus seguidores: “Não podemos aceitar este processo de judicialização da nossa escola cívico-militar. Campinas é celeiro de mudança. Hoje assistimos o Ministério Público atuar contra os interesses de melhoria das condições da educação”, escreveu.

Ainda na postagem, a deputada diz: “Hoje assistimos a mais um show de horrores na luta para acabar com a doutrinação nas escolas. Menores foram agredidos em uma confusão generalizada, após um vereador da esquerda adentrar a escola e anunciar que o MP havia pedido a suspensão da consulta pública. Estranho é o fato que este mesmo vereador homenageou o membro do Ministério Público”, comentou. No final, Valéria concluiu: “Vamos à corregedoria do Ministério Público!”.

A reportagem procurou ontem uma posição do Ministério Público, mas o setor de comunicação informou que o órgão está em recesso do Judiciário, entre 20 de dezembro a 6 de janeiro, e que não havia não haverá expediente no Ministério Público.

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Gilson Rei