Publicado 14/12/2019 - 09h50 - Atualizado 14/12/2019 - 09h50

Por Maria Teresa Costa

Puxado pelo refino de petróleo, o município de Paulínia registrou o maior PIB per capita do País em 2017, segundo o IBGE: R$ 344 847,17

Wagner Souza/AAN

Puxado pelo refino de petróleo, o município de Paulínia registrou o maior PIB per capita do País em 2017, segundo o IBGE: R$ 344 847,17

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) ampliou a participação no Produto Interno Bruto do País em 2017. A produção de riquezas da RMC representou 2,95% do PIB nacional naquele ano. Em 2016, a participação foi de 2,86%. O PIB da RMC cresceu 8,5% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que divulgou ontem o PIB dos municípios brasileiros. Os setores do comércio, indústria, serviços, agricultura, administração produziram R$ 194,6 bilhões em riquezas naquele ano.
O município com o maior PIB per capita do País foi Paulínia (SP) (R$ 344.847,17). Já o PIB de Campinas, de R$ 59 bilhões, foi o 11º maior do Brasil e ficou acima de 18 capitais, mas perdeu participação na produção de riquezas do país — de 0,93% em 2017, caiu para 0,90.
Dos dez municípios com as maiores densidades econômicas, Campinas ocupou a terceira posição, onde o quilômetro quadrado produziu R$ 78,9 milhões. Indaiatuba ficou na quinta posição com R$ 43,3 milhões por metro quadrado e Americana e Santa Bárbara, juntas, atingiram R$ 39,7 milhões, e ocuparam a sexta posição no ranking.
Entre as cem cidades com maior valor adicionado pela indústria no País, Paulínia ocupou a quarta posição, com R$ 17,6 bilhões e Campinas a 11ª, com R$ 9,9 bilhões. O setor de serviço da RMC é que tem maior participação da região entre as cem que mais geraram riqueza nesse setor no Brasil: Campinas é a 10ª maior, com R$ 34,7 bilhões, Paulínia com R$ 11,4 bilhões ficou no 26º lugar, Indaiatuba foi a 75ª com R$ 5,9 bilhões, Americana com R$ 5,72 bilhões ficou na 79ª posição, enquanto Hortolândia, na 80ª, gerou R$ 5,6 bilhões em serviços. Já Jaguariúna, nesse setor gerou R$ 5,3 bilhões e ficou em 85º lugar e Sumaré, na 86ª posição, gerou R$ 5,3 bilhões.
Na RMC, Campinas foi a única cidade entre as cem maiores em valor agregado por setores de administração, defesa, educação e saúde pública, com R$ 4,5 bilhões. O Município ficou na 18ª posição.
Economista
Para o economista José Carlos Maranho, a expectativa é que os números de 2019 sejam melhores quando forem divulgados dentro de dois anos. “O mercado estima que este ano o PIB brasileiro cresça para 1,1%. A estimativa anterior é de 0,99%. Para 2020, a expectativa é que o PIB crescerá para 2,24%. Mas temos que ter cautela, porque a economia vai depender do grau de confiança do país e dos resultados das medidas econômica aprovada e que estão no Congresso, como as reformas da previdência e a tributária”, afirmou.
O economista acredita tambem que as tarifas sobre aço e alumínio brasileiro anunciadas pelo presidente norte-americana Donald Trump não devem atrapalhar a recuperação da economia nacional.
Segundo ele, a região de Campinas, que aumentou sua participação no PIB de 2017, tende a seguir uma trajetória de maior crescimento, em função de seu perfil industrial e de serviços, que são também grandes empregadores. “Hoje temos uma inflação sobre controle, com estimativa de fechar o ano em 3,95% e em 2020 com 3,9%”, afirmou.
Mudanças
Em 2017, um quarto do PIB do País vinha de apenas sete municípios e o líder deste grupio seleto era São Paulo (SP), responsável por 10,6% do PIB do País que, nesse ano, chegou a R$ 6,583 trilhões. A densidade econômica do País era de R$ 774 mil/km². Osasco era o município com a maior densidade, gerando R$ 1 bilhão por quilômetro quadrado (km²).
De 2002 a 2017, Osasco também foi o município com o maior aumento de participação no PIB do País (0,3 ponto percentual), impulsionado, principalmente, pelos Serviços.
Três estão entre os top 10 do ranking
Três cidades da Região Metropolitana de Campinas estão entre os dez maiores PIB per capita. Paulínia, na liderança do País, com R$ 344,8 mil por habitante, garante a posição do ranking devido à atividade de refino de petróleo. Jaguariúna aparece na décima posição, com R$ 209,3 mil por habitantes, em função de indústrias de transformação que alavancam a economia municipal.
Na região, Vinhedo tem o terceiro maior PIB per capita, de R$ 116,1 mil, seguida de Holambra com R$ 64,8 mil. Em Campinas, o PIB por habitante foi de R$ 49,9 mil.
PIB NA RMC
Cidade                                 PIB (em R$)     PIB per capita (R$)
Americana                           10.382.872,90          44.396,30
Artur Nogueira                      1.081.069,43           20.795,40
Campinas                           59.053.563,02        49.942,59
Cosmópolis                           1.575.660,76           22.807,24
Engenheiro Coelho                  596.633,14            30.601,28
Holambra                               908.164,72            64.813,35
Hortolândia                          12.928.627,51          58.188,31
Indaiatuba                           13.489.932,18          56.301,42
Itatiba                                  5.566.364,00           47.778,72
Jaguariúna                           11.346.027,89         209.320,86
Monte Mor                            2.917.996,57           50.978,28
Morungaba                             424.901,11            32.111,63
Nova Odessa                         3.175.070,71          54.529,18
Paulínia                                35.346.489,88        344.847,17
Pedreira                                1.128.534,29          24.218,51
Santa Bárbara                       5.494.890,23          28.635,77
Santo Antonio de Posse          1.043.905,11          45.783,30
Sumaré                                13.744.576,16         50.345,14
Valinhos                                5.734.499,77          46.237,02
Vinhedo                                8.729.935,72          116.199,28
Total                                 194.669.715,10      1.230.287,94
Fonte: IBGE

Escrito por:

Maria Teresa Costa