Publicado 06/12/2019 - 10h15 - Atualizado 06/12/2019 - 10h15

Por Francisco Lima Neto

Mudança do IFSP gera protestos

Divulgação/IFSP

Mudança do IFSP gera protestos

Alunos e professores contrários à mudança das atividades do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) para a sede própria, no distrito do Campo Grande, que ficou pronta este ano, protestaram ontem durante reunião com a diretoria. Atualmente, o instituto funciona em área cedida do Instituto Renato Archer, na região dos Amarais. A direção do instituto havia informado que o novo campus só seria totalmente ocupado no final do primeiro semestre de 2020.
No entanto, mesmo com a mudança para a sede própria, pretendia manter no CTI os cursos de Tecnologia em Análise de Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Eletrônica Industrial e Especialização em Microeletrônica. Mas o instituto adiantou a mudança de campus e confirmou que todos os cursos vão migrar para a sede própria, o que gerou a insatisfação.
A reitoria do IFSP informou que solicitou a transferência visando contenção de despesas e melhor uso do equipamento público. Por conta disso, a direção do campus Campinas agendou uma reunião ontem com os servidores, à tarde. À noite, se reuniu com os pais e alunos, para informar sobre o processo de mudança.
Alunos e professores se vestiram de preto, simbolizando o enterro do campus do CTI. "Na verdade, os alunos estão organizando simbolicamente o enterro do campus. A promessa era de manter algumas atividades funcionando", explicou o professor Daniel Saverio Spozito, que já foi diretor do IFSP. Há tempos um grupo de alunos reclama que o campus Campo Grande é muito longe.
Antecipação
No último dia 28, o reitor do IFSP, Eduardo Modena, o pró-Reitor de Administração, Silmário Batista, o assessor de TI, Eduardo Leal, diretor de Orçamento e Finanças, Carlos Roberto Cavalcante, reuniram-se com a diretoria do Campus Campinas e definiram a mudança de todas as atividades.
Durante a reunião foi discutida a antecipação da mudança para o Campo Grande, levando todo o atendimento administrativo, laboratórios, as turmas e os cursos da unidade. Após a entrega do prédio próprio, em julho de 2019, três turmas de três cursos passaram a ter aulas no local. Tendo em vista o descontingenciamento dos recursos pelo Ministério da Educação, a reitoria do IFSP decidiu ampliar os esforços e os recursos destinados à implantação da nova Unidade na região do Campo Grande.
O Instituto respondeu em nota que desde o anúncio de instalação de uma unidade em Campinas ficou definido que seria no Campo Grande. "A parceria com o CTI ocorreu, sobretudo, devido aos problemas enfrentados com a construtora durante a obra. Encerradas as obras, o prédio próprio já conta com alunos desde julho de 2019", destaca. A reitoria do IFSP orientou para que sejam tomadas todas as medidas para que a comunidade acadêmica desenvolva suas atividades em 2020 em prédio próprio, alcançando um objetivo traçado e sonhado há muito tempo.

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Francisco Lima Neto