Publicado 05/12/2019 - 07h34 - Atualizado 05/12/2019 - 07h34

Por Daniel de Camargo

Planta de onde ficará o novo Parque Tecnológico de Campinas e a futura sede da IMA, em empreendimento a ser construído em 2020 às margens da Rodovia Dom Pedro I

Divulgação

Planta de onde ficará o novo Parque Tecnológico de Campinas e a futura sede da IMA, em empreendimento a ser construído em 2020 às margens da Rodovia Dom Pedro I

A Informática de Municípios Associados (IMA) vai implantar e desenvolver o novo Parque Tecnológico de Campinas. O projeto prevê a construção da sede própria da empresa até o final de 2020 e incentivos fiscais para atrair startups e multinacionais que, juntamente com algumas secretarias públicas e a Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp) devem ocupar uma área de aproximadamente 300 mil metros quadrados às margens da Rodovia D. Pedro I (SP-065). 
Presidente da IMA, Fernando Garnero deu detalhes do empreendimento
O plano se tornou viável, explica o presidente da IMA, Fernando Garnero, depois que a Prefeitura transferiu 32 terrenos para o patrimônio da empresa. A ação se deu por meio de lei complementar publicada no Diário Oficial em 15 de outubro. A alteração representa um acréscimo de R$ 118,6 milhões ao capital da IMA. Anteriormente, as propriedades pertenciam ao Centro de Inovação e Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec).
Em 2018, foi firmado um acordo entre a União, o Estado e o Município, que garantiu a Campinas a posse da área, que antes era propriedade da Rede Ferroviária Federal e foi posteriormente encampada pela União. Para obter as terras, pleiteadas há mais de 30 anos, a Administração Municipal perdoou uma dívida de R$ 5,56 milhões em Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e de taxas de lixos e sinistro que incidiam sobre os 32 lotes.
De acordo com Garnero, a nova sede da IMA deve ocupar dois terrenos de cerca de 20 mil m², com uma construção de aproximadamente 11 mil m² para abrigar o núcleo do parque. O investimento, informa, pode chegar a R$ 4 milhões.
No momento, a empresa gasta cerca de R$ 140 mil com aluguel do prédio na Rua Bernardo de Sousa Campos, no bairro da Ponte Preta. O imóvel, explica, não atende os padrões modernos de gestão, que requerem construções abertas — sem paredes entre os departamentos. No passado, recorda, era um convento. Contudo, garante, a empresa promoveu melhorias e adaptações no local, onde está instalada desde o segundo semestre de 2013.
Garnero especificou que a construção deve ser realizada por meio de um financiamento a ser pago em aproximadamente seis anos. "Não vamos onerar o caixa da empresa, pois o valor será praticamente o mesmo gasto atualmente com aluguel. E, depois, não teremos mais essa despesa", explicou. O novo espaço será modular e inteligente, esclarece, podendo ser ampliado conforme a necessidade.
Segundo o projeto, o Núcleo do Parque Tecnológico de Campinas terá, em sua primeira fase, 5 mil metros quadrados, e mais 11 mil metros quadrados na segunda etapa. Lá serão abrigadas a nova sede da IMA, incubadoras de empresas, startups, laboratórios universitários, centro de convenções com dois auditórios com capacidade para 100 assentos e um com 500 assentos, e área de convivência com espaço para restaurante.
O intuito, assegura Garnero, é trabalhar para trazer grandes empresas para o parque. O IPTU, comenta, não será uma barreira por ter sido recentemente ajustado. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) pode ser negociado e também utilizado como incentivo. Ser proprietário dos terrenos e gestor do parque, destaca, é outro diferencial. O presidente da IMA, reforça, conta com o apoio do prefeito Jonas Donizette (PSB) para tocar o projeto que pretende gerar emprego e renda no Município, possibilitando inclusive investimento em outras áreas. Ontem pela manhã, o presidente da IMA visitou a área acompanhado pelo vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira (PSDB).
Diferenciais
Além das vantagens gerais que o novo Parque Tecnológico de Campinas vai oferecer, Garnero opina que Campinas já reúne qualidades excepcionais para atrair empresas. "É uma cidade exemplar", disse.
O presidente da IMA pontua que já existem boas políticas públicas para o segmento tecnológico e empresarial. Além disso, o Município está a cerca de 100km de distância da Capital, dispõe de um dos mais renomados aeroportos do Brasil e do mundo, é cercado por importantes rodovias, conta com importantes universidades - entre elas, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) -, e a maior e mais complexa infraestrutura de pesquisa já construída no País (Sirius).
Previsão é de expansão da rede wi-fi
A Informática de Municípios Associados (IMA) prevê também a ampliação dos serviços de conectividade para 2020. A rede wi-fi deve ser expandida dos atuais 43 locais para 55. Já a fibra óptica deve passar de 210km para 350km. O plano abrange ainda a instalação de equipamentos mais modernos e a completara migração de câmeras da CIMCamp para a rede de fibra óptica, usando uma nova tecnologia de tráfego de dados. Atualmente, já foram migradas 28 câmeras.

Escrito por:

Daniel de Camargo