Publicado 03/12/2019 - 09h26 - Atualizado 03/12/2019 - 09h26

Por Gilson Rei

Discussão ontem não contou com os vereadores contrários ao projeto

Divulgação/CMC

Discussão ontem não contou com os vereadores contrários ao projeto

Foi adiada para o segundo sábado deste mês, dia 14 de dezembro, a consulta pública junto à comunidade escolar sobre a implantação do modelo cívico-militar na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Odila Maia Rocha Brito, no Jardim São Domingos, na zona Sul de Campinas.
A consulta estava prevista para a próxima quinta-feira, dia 5, mas houve um pedido à secretária municipal de Educação, Solange Pelicer, para adiar e garantir um tempo adicional para divulgar esclarecimentos junto à comunidade, antes de realizar a reunião que poderá decidir pela aprovação ou não do sistema proposto.
O pedido partiu de um grupo de deputados e vereadores que reuniram-se ontem em um debate aberto à comunidade na Câmara Municipal de Campinas para divulgação do projeto de escola cívico-militar. O debate foi uma iniciativa do vereador Professor Alberto (PL).
Participaram do debate os deputados estaduais Valeria Bolsonaro (PSL), Tenente Coimbra (PSL) e Rafa Zimbaldi (PSB); além dos vereadores de Campinas Tenente Santini (PSD), Jorge da Farmácia (PSDB), Campos Filho (DEM), Antonio Flores (PSB) e Carmo Luiz (PSC). Este foi o segundo debate sobre o assunto promovido pela Câmara no Plenário. Os vereadores contrários ao projeto não compareceram.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Odila Maia Rocha Brito, no Jardim São Domingos, na zona Sul da cidade, foi a indicada para fazer parte do programa do governo federal. Hoje a unidade conta com mais de 750 alunos, 34 professores e 11 funcionários.
O deputado estadual Coimbra (PSL) informou ontem que vai solicitar ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) a criação de uma modalidade para que os municípios ainda possam aderir ao modelo de ensino, mas bancando os custos de implantação.
“Vamos tentar viabilizar, junto ao MEC, uma forma das prefeituras aderirem às escolas cívico-militares, desde que sejam as responsáveis pela contratação de profissionais”, informou Coimbra.
Ontem, Coimbra destacou como benefícios das escolas cívico-militares a melhoria na média da nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a garantia de maior segurança para alunos e professores na escola. Coimbra preside a Frente Parlamentar pela Criação das Escolas Militares no Estado de São Paulo, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). 
A deputada Valéria Bolsonaro (PSL) destacou também que a participação dos militares não será no sentido de repressão. “Estão pintando um terror, mas não é nada disso. O professor vai continuar com seu projeto pedagógico e os militares vão apenas participar como auxiliares e agentes de apoio nas questões disciplinares para que haja respeito ao professor e entre os alunos”, defendeu a deputado estadual.

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Gilson Rei