Publicado 09/11/2019 - 10h23 - Atualizado 09/11/2019 - 10h23

Por Carlos Rodrigues


Cedoc/RAC

Thiago Carpini já tem uma história no futebol de Campinas, com passagens como jogador por Guarani e Ponte Preta, e agora a trajetória como técnico bugrino. No entanto, essa é a primeira vez que ele participa de um Dérbi na figura de um dos personagens principais. Decisivo na campanha de recuperação do time na Série B, o treinador valoriza a oportunidade de disputar o clássico, justamente no local que ele considera sua casa e dirigindo o clube do coração.
Carpini já fazia parte da comissão técnica no confronto do primeiro turno, em que o Bugre foi derrotado por 1 a 0, mas na ocasião era auxiliar de Roberto Fonseca. Dessa vez, o momento é diferente. "Deus prepara algumas circunstâncias na nossa vida e, se a gente está preparado, aproveita as oportunidades. Na minha primeira entrevista como técnico, falei que era um grande desafio e uma oportunidade, mas há cinco meses não tinha como imaginar que estaria aqui tentando contribuir com meu clube para fazer um campeonato de recuperação e buscar essa permanência quando parecia uma tragédia anunciada", disse o comandante, que faz hoje seu 17º jogo à frente do time.
Identificado completamente com o Guarani, Carpini mostrou certo incômodo ao ter que responder sobre a passagem pela rival entre 2006 e 2007. "Não gosto de falar e acho que não vem ao caso. Quantos jogadores já não jogaram por rivais? Tem muitos casos. Foi normal jogar lá, como foi no Atlético-MG, no Bahia. Diferente foi jogar no Guarani, que é meu clube, minha casa. Todo mundo sabe que sou torcedor, não é segredo para ninguém", ressalta. "A Ponte fez parte de um passado que está lá atrás. Uma parte da minha carreira, uma oportunidade que tive de mudar a história da minha família, mas não representa nada ter passado lá ou não". 

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Carlos Rodrigues