Publicado 09/11/2019 - 10h11 - Atualizado // - h

Por Carlos Rodrigues


LEANDRO FERREIRA/AAN

Guarani e Ponte Preta não têm mais chances de acesso na Série B e só o Bugre ainda corre um pequeno risco de rebaixamento, mas mesmo que o jogo tenha pouco valor para as pretensões no campeonato, a histórica rivalidade e um tabu são os atrativos do Dérbi 195 hoje, às 16h30, no Brinco de Ouro. Com a presença apenas de seus torcedores no estádio, o Bugre tenta acabar com a sequência negativa diante da equipe alvinegra.
A Macaca defende uma invencibilidade de mais de sete anos desde a derrota na semifinal do Campeonato Paulista de 2012. De lá para cá, foram realizados cinco clássicos, com quatro vitórias e um empate. Na atual temporada, são duas partidas e o retrospecto é totalmente positivo para a Ponte, que fez 3 a 0 no Paulistão e 1 a 0 no primeiro turno do Brasileiro, ambos no Moisés Lucarelli.
Além da possibilidade de voltar a derrotar a maior rival, o Guarani quer se manter afastado do perigo de rebaixamento e a vitória no clássico pode representar um passo decisivo. O técnico Thiago Carpini, porém, procurou tirar qualquer peso das costas do time.
"A gente vem lutando contra rebaixamento e na maior parte do campeonato frequentou o Z4, enquanto nosso adversário sempre brigou por acesso e já tem a pontuação que garante permanência. Favoritismo não é nosso e a responsabilidade não é nossa", avalia. "Há algum tempo o Guarani não vence esse jogo, tem uma pitada a mais por ser um clássico tão tradicional, mas procurei passar tranquilidade a eles".
Com praticamente todo o elenco à disposição, Carpini manteve o habitual mistério, mas a equipe não deve apresentar nada surpreendente. Poupados na derrota para o Bragantino, Luiz Gustavo, Thallyson, Lucas Crispim e Michel Douglas voltam ao time. As dúvidas estão no meio-campo. Marcelo e Deivid disputam um lugar, enquanto a outra vaga será preenchida por Felipe Guedes ou Rondinelly.
"Não é segredo a maneira que os times jogam e todo mundo conhece as características individuais dos atletas. Trabalhamos algumas alternativas, mas o mais importante é o que o jogador consegue produzir nos 90 minutos. São as decisões em campo que determinam o resultado final".
Do lado da Ponte Preta, ainda é grande o sentimento de frustração pela queda de rendimento que acabou com a chance de acesso, mas outro bom resultado diante do rival servirá para amenizar a temporada ruim e encerrar uma série de seis rodadas sem vitória.
"Sabemos que quando chega o Dérbi as ações se igualam porque é um jogo muito aguerrido e que todo mundo se mobiliza", destaca o técnico Gilson Kleina. "O retrospecto é importante, mas a gente não pode se alimentar somente com isso. Estamos vindo de uma sequência ruim, é inegável, mas são jogos assim que alavancam a equipe e fazem a energia voltar a ser positiva".
Hoje, a Macaca conta com a volta de dois de seus principais jogadores, já que o artilheiro Roger cumpriu suspensão no empate com o São Bento e Renato Cajá foi preservado por conta do desgaste físico. As dúvidas estão na lateral esquerda — Guedes e Henrique Trevisan disputam a vaga — e no meio-campo, com a possibilidade da entrada de um terceiro volante.
"Já trabalhamos situações com três volantes e outras com dois volantes. Se você trabalhar com dois volantes, é obrigado a ter jogadores que te deem profundidade, e com três volantes é certo que você também tem que povoar um pouco mais o meio-campo", despista o treinador.

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Carlos Rodrigues