Publicado 09/11/2019 - 12h24 - Atualizado // - h

Por Da TV Press


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Bárbara Reis não costuma perder o pique e busca sempre estar ativa. Ainda durante as gravações de Jesus, da Record, a atriz recebeu um convite do diretor Carlos Araújo para integrar o elenco de Éramos Seis. Assim que finalizou seus trabalhos no folhetim bíblico, Bárbara mergulhou no universo da história assinada por Ângela Chaves, baseada na novela original escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, livremente inspirada no livro de Maria José Dupré. “A oportunidade sempre será o atrativo para mim! Nunca recusei nenhum trabalho. O convite por si só já é algo que pesa muito, participar de uma novela sem um teste. E também, a oportunidade de fazer uma novela adaptação desse grande livro da literatura brasileira. Quero que continue sempre assim (emendando trabalhos)! Afinal, o trabalho acaba, mas os boletos não param de chegar (risos). Para mim, é uma honra estar sempre trabalhando, vivendo do meu sonho e ganhando dinheiro com isso”, valoriza.
No enredo, Bárbara interpreta Shirley, uma mulher amargurada por ter sido rejeitada quando estava grávida. Deixou, então, o passado para trás na Bahia e foi para São Paulo recomeçar a vida ao lado de Afonso, de Cássio Gabus Mendes, que a acolheu junto com sua filha. É arredia, às vezes até agressiva, mas tudo devido às situações difíceis que viveu no passado. Ao se deparar com João Aranha, seu antigo amor vivido por Caco Ciocler, Shirley decide abandonar Afonso. “A Shirley é uma mulher infeliz. Apesar de ela ter muita gratidão, é uma mulher extremamente infeliz. E desconta todo esse descontentamento na filha e no marido, que é tão bom pra ela. Esse fantasma do passado fica remoendo dentro dela. Ela tenta evitar que a filha cometa os mesmos erros que ela. Mas acaba metendo os pés pelas mãos”, explica.
Originalmente, Shirley não existe na obra de Dupré. Porém, a personagem criada por Ângela Chaves é baseada em Pepa, papel de Nina de Pádua na versão assinada por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. “Na outra versão, ela era espanhola. Agora, como a Shirley é baiana, coloca um pouco mais de ‘brasilidade’. Traz também a realidade interracial, mas isso não é muito explorado. Não é algo que fica permeando a história dela”, aponta.
Aos 30 anos, Bárbara interpreta a mãe de Inês, vivida na segunda fase por Carol Macedo. No entanto, a atriz é apenas quatro anos mais velha do que Carol. Mesmo com a pouca diferença de idade, a equipe da novela não recorreu a nenhum tipo de maquiagem especial para marcar as diferenças. “A época da novela ajuda muito, é que, antigamente, as mulheres engravidavam mais cedo. Então, essa diferença na aparência era real. Mas com a Carol, não vejo diferença, pois somos muito diferentes fisicamente, o que constrói naturalmente uma diferença de idade entre nós”, ressalta.
A trama de Éramos Seis é a quarta novela de época seguida de Bárbara. Antes do folhetim das seis, ela participou da primeira fase de Velho Chico, de Os Dias Eram Assim e de Jesus. Com tantos trabalhos em sequência, a atriz se acostumou a se transportar para outros tempos. “Tenho curiosidade de fazer algo mais contemporâneo, sim. Mas amo fazer época. Me sinto muito mais dentro da história, pois sinto um distanciamento da época atual com a época em que os trabalhos se passam. Não sei, pode ser coisa minha. Mas sinto que me encontro mais a fundo na personagem”, ressalta.
Fazendo a cabeça
Ao receber o convite para Éramos Seis, Bárbara logo descobriu que teria de mudar o visual. Pela primeira vez, ela deixou os cabelos curtos. Inicialmente, a atriz teve receio do novo corte. “Tive um pouco de medo, mas agora estou adorando. Me deu um poder incrível. Acho, inclusive, que nunca mais vou deixar crescer. Estou me descobrindo com uma nova faceta, tenho um ar mais solar”, explica. 

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