Publicado 12/11/2019 - 07h27 - Atualizado 12/11/2019 - 07h27

Por Maria Teresa Costa

A Artesp não tem previsão de custo e nem o local definido para a nova alça de acesso, uma reivindicação antiga dos moradores dos distritos

Wagner Souza/AAN

A Artesp não tem previsão de custo e nem o local definido para a nova alça de acesso, uma reivindicação antiga dos moradores dos distritos

A Agência Reguladora de Transporte (Artesp) trabalha em um projeto para criar um acesso da Rodovia dos Bandeirantes aos distritos Campo Grande e Ouro Verde, informou o prefeito Jonas Donizette (PSB). Esse acesso poderá ser por meio da Rodovia Adalberto Panzan, que faz a ligação entre as rodovias Bandeirantes e Anhanguera. O projeto está em fase inicial e a intenção do governador João Doria (PSDB) é incluir a obra como uma das condicionantes à antecipação da renovação da concessão do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, que vence em 2026.
A Artesp confirmou, em nota, que realiza estudos com a concessionária AutoBAn, mas que se encontram ainda em fase preliminar. “Cabe salientar que a Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) é uma rodovia "classe zero", isto é, planejada para ter o mínimo de acessos a fim de garantir tráfego contínuo e fluidez, proporcionando aos usuários viagens mais rápidas, reduzindo assim o tempo gastos nos trajetos de longa distância. O projeto a ser implantado terá de levar em consideração essa característica da rodovia, que inviabilizaria a implantação de acessos ou de uma marginal diretamente na Bandeirantes”, diz a nota. A AutoBAn confirmou a existência dos estudos.
O prefeito Jonas Donizette (PSB) informou que tem o compromisso político do governador para a implantação desse acesso, uma demanda antiga das duas regiões. Por ser uma Rodovia Classe Zero (fechada), que oferece acesso apenas para rodovias, a alternativa estudada é ter uma ligação ao Campo Grande e Ouro Verde, a partir da Adalberto Panzan, que se liga à Bandeirantes no km 95. Dali, por marginal, as duas regiões poderão ser acessadas pelas avenidas Ruy Rodriguez ou John Boyd Dunlop.
Procuradoria-Geral do Estado (PGE) está analisando todos os contratos vigentes para estudar negociações com empresas cujas concessões vencem até 2022. A ideia é antecipar as renovações daqueles contratos com prazos de vencimento mais extensos ou ampliar o lote de concessão para os que vencem em breve.
Doria quer antecipar a renovação ou ampliar o lote de concessões das rodovias na expectativa de que resultem em uma diminuição dos valores de cobrança. Além disso, pretende programar dois modelos de cobrança de pedágio. Um deles é o ponto a ponto, sistema de cobrança por trecho percorrido, que já foi implementado no Estado na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), por meio de um projeto-piloto que acabou não sendo ampliado. O outro é o de tarifa flexível, com cobranças menores no período das 22h às 6h — que, segundo Doria, pode chegar à metade do preço praticado.
Como os estudos ainda são iniciais, a Artesp não tem previsão de custo e nem o local definido com exatidão. Mas o prefeito Jonas Donizette prevê que a obra exigirá investimentos da concessionária da ordem de R$ 500 milhões. “Será uma obra grande, que vai atender uma demanda antiga daquelas regiões”, afirmou.
No ano passado, o governador Márcio França (PSB) chegou a informar ao então presidente da Câmara, Rafa Zimbaldi, que iria autorizar a Artesp a construir as alças de acesso. Isso, no entanto, não chegou a ser efetivado e a alternativa que o governo estuda é construir outro modelo de acesso, com marginais, que será pago pela concessionária na renovação antecipada da outorga.
Zimbaldi, autor das leis que criaram os dois distritos, vem defendendo que os acessos são fundamentais, porque darão mais vazão e fluidez ao trânsito dos dois distritos. Além disso, a ligação com a Bandeirantes é uma alternativa mais eficiente para quem se locomove naquelas regiões e em especial para as quase 500 mil pessoas que moram no Ouro Verde e Campo Grande.

Escrito por:

Maria Teresa Costa