Publicado 09/11/2019 - 10h56 - Atualizado // - h

Por Henrique Hein

O advogado Antonio Ferreira Junior cobra agilidade no inquérito

Wagner Souza/AAN

O advogado Antonio Ferreira Junior cobra agilidade no inquérito

O marido da mulher de 37 anos baleada após ser feita refém no assalto ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, acionará o Estado na Justiça. Identificado apenas como Cássio, ele acusa as autoridades de estarem sendo negligentes com sua mulher. Além disso, também cobrará agilidade da polícia na resolução do inquérito que apura a origem do disparo que a atingiu.
A informação foi divulgada ontem pelo advogado da família, Antonio Ferreira Junior. Segundo ele, em casos como esse existe uma responsabilidade subjetiva do Estado, que não estaria sendo cumprida. “O Estado simplesmente virou as costas para eles. Em nenhum momento se prontificou a fornecer suporte financeiro ou psicológico.
Vamos abrir um processo por danos morais, materiais e estéticos”, afirmou.
No dia do assalto ao aeroporto, a mulher de Cássio foi feita refém por um dos bandidos que tentavam fugir da polícia. O criminoso manteve ela e a filha, de apenas 10 meses, sob a mira de um revólver por cerca de três horas. O sequestrador foi morto por um sniper do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e a mulher foi atingida na região lombar por um tiro. O bebê do casal saiu ileso.
No dia seguinte, a Polícia Militar instaurou um inquérito para apurar a origem do disparo que atingiu a mulher para saber de onde partiu o disparado: se foi do próprio bandido, do sniper ou dos policias que invadiram a casa após o criminoso ser morto.
O advogado da família revelou também que a mulher de Cássio precisará passar por uma nova cirurgia na próxima semana. Ela recebeu alta em 30 de outubro após ficar 12 dias internada. “Ela voltou a ser internada na segunda-feira no Hospital Beneficência Portuguesa. O quadro de saúde dela é delicado”, destacou.
A paciente havia dado entrada no Hospital PUC-Campinas, no dia 17 de outubro, àpelo Pronto-Socorro Adulto. Ela precisou passar por um procedimento cirúrgico de urgência, antes de ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No dia seguinte, foi transferida em estado grave para o Hospital Beneficência Portuguesa.
Entenda o caso
No último dia 17 de outubro, uma quadrilha fortemente armada assaltou o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O grupo acessou o terminal de cargas pelo portão E24, usando duas caminhonetes semelhantes a veículos utilizados pela Aeronáutica. Durante a fuga, os bandidos roubaram um caminhão de lixo, na região do bairro Vida Nova, para fugir sem levantar suspeitas. Contudo, os bandidos foram surpreendidos por uma viatura da Guarda Municipal (GM) e decidiram fugir até chegar à Rua Sócrates, no Residencial Campina Verde.
Com medo de serem pegos, dois bandidos entraram em uma casa que estava sem portão para se esconder. Houve troca de tiros e os dois morreram. Um terceiro sequestrador entrou na casa da mulher de Cássio e a fez de refém junto com a filha deles. A equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) precisou negociar com criminoso por quase três horas, enquanto as moradoras eram mantidas sob sua mira. Um sniper da polícia, que estava posicionado do outro lado da rua, foi quem efetuou o disparo letal, antes da equipe tática invadir a residência para controlar a situação.

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Henrique Hein