Publicado 08/11/2019 - 10h06 - Atualizado 08/11/2019 - 10h06

Por Francisco Lima Neto

Justiça decreta prisão de vereador de Paulínia

Divulgação

Justiça decreta prisão de vereador de Paulínia

O vereador de Paulínia Ademilson Jefferson Paes, conhecido como Tiguila Paes (Cidadania), teve a prisão decretada pela Justiça. Ele tinha até o meio-dia de ontem para se apresentar. Ele foi denunciado por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a denúncia, junto com outros réus, o vereador teria enganado pessoas na compra de casas. As vítimas perderam dinheiro e ficaram sem o imóvel.
A defesa nega qualquer envolvimento do vereador. O advogado Juan Felipe Camargo Coimbra de Souza, que o representa, afirma tratar-se de uma perseguição política. "Ele é inocente. Já apresentei provas da inocência, mas ainda não foram analisadas nem pelo MP, nem pelo juiz. Isso é armado. Uma perseguição política", garantiu.
Ele afirmou que Tiguila vai se apresentar e que só não o fez ainda porque está viajando. "Ele viajou ontem (anteontem) com a família. Não sei para onde porque não consegui falar com ele. O telefone está dando desligado. Mas assim que ele estiver para cá, ele se apresenta", garantiu Souza. Ele adiantou que tem vídeo, cartas e documentos que comprovam a armação contra seu cliente.
Denúncia
A denúncia do Ministério Público (MP) foi aceita pela Justiça no final do mês de outubro e também inclui Edneia Ignácio, Jefferson Luiz Rodrigues, Anderson Roberto Paes, Clifford Fabrício de Andrade, Ivaneide Maria da Silva, José Messias Moreira de Andrade, Julieta Aparecida Moreira e Ana Paula Ferreira da Cruz. A denúncia foi aceita na mesma decisão que determinou o bloqueio dos bens. O processo corre em segredo de justiça.
De acordo com a denúncia, os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2014 e 2015. Todos os réus se uniram para enganar várias pessoas humildes por meio da simulação de venda de casas no Residencial Pazetti e em outros empreendimentos. "As vítimas, atraídas pelo preço acessível, pela desburocratização da venda e possibilidade de pagamentos parcelados, foram enganadas e acabaram sendo lesadas. De acordo com a Promotoria, o golpe foi possibilitado com o envolvimento de Paes, de outros servidores públicos ainda não identificados e da entidade Frente de Defesa dos Direitos e Interesse Popular", afirmou o MP.
Ainda de acordo com o MP, depois da concretização dos crimes de estelionato e já em posse do dinheiro obtido de forma criminosa, os réus passaram a ocultar e a dissimular a natureza, a origem, a localização e a disposição dos bens e valores provenientes dos crimes de estelionato.

Escrito por:

Francisco Lima Neto