Publicado 08/11/2019 - 08h36 - Atualizado 08/11/2019 - 08h36

Por Da Agência Anhanguera

Galpão de produtos para exportação no aeroporto de Viracopos: praticamente durante todo o ano, região mais comprou do que vendeu lá fora

Cedoc/RAC

Galpão de produtos para exportação no aeroporto de Viracopos: praticamente durante todo o ano, região mais comprou do que vendeu lá fora

A balança comercial da Região Metropolitana de Campinas (RMC) acumula um déficit de US$ 7,8 bilhões até outubro, segundo estudo do Observatório PUC-Campinas.
O mês passado registrou uma nova queda nas exportações de 15,6% em relação ao mesmo período de 2018 - decorrente, sobretudo, da diminuição na venda externa de medicamentos e acessórios para veículos motorizados.
A queda na exportação de itens ligados a veículos reforça o forte impacto sofrido pela indústria automobilística na região em 2019: em um ano, a venda de automóveis ao Exterior sofreu queda de 55,03%, principalmente devido à crise no principal mercado de destino, a Argentina.
Somado ao baixo desempenho neste setor, outro fator que colaborou com o crescimento do déficit foi o aumento da compra de insumos fora do País - que cresceram 28,31% apenas em outubro na comparação com o mesmo período do ano passado, número que se justifica pela elevação na procura de aparelhos elétricos para telefonia, telegrafia, além de produtos ligados à indústria química e ao agronegócio.
Para o economista e professor Paulo Oliveira, que coordenou a análise regional dos dados divulgados pelo Ministério da Economia, a dependência de insumos externos precisa diminuir para que haja desenvolvimento econômico sustentado na RMC.
“A competitividade externa tem que aumentar, sobretudo em produtos de maior complexidade econômica, que normalmente são fabricados em países com maior grau de sofisticação tecnológica das estruturas produtivas. Caso contrário, a tendência é que o déficit comercial continue em expansão”, afirmou.
Em 2019, as empresas que operam na RMC já importaram US$ 11,5 bilhões, contra exportações de US$ 3,6 bilhões - cerca de 1/3 do valor importado. Este desequilíbrio já rendeu um déficit comercial regional de US$ 7,84 bilhões, superando inclusive o déficit do Estado de São Paulo, que foi de US$ 7,81 bilhões.
O Observatório PUC-Campinas monitora os dados socioeconômicos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) em quatro eixos temáticos: Atividade Econômica e Comércio Internacional; Emprego e Renda; Sustentabilidade e Desafios do Milênio; e Indicadores Sociais.

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