Publicado 02/11/2019 - 10h26 - Atualizado 02/11/2019 - 10h28

Por Francisco Lima Neto

A região onde fica a Fazenda Roseira, ao lado do Rio Jaguari, deve abrigar a represa de água bruta

Cedoc/RAC

A região onde fica a Fazenda Roseira, ao lado do Rio Jaguari, deve abrigar a represa de água bruta

O projeto de construção de uma represa de água bruta em Campinas não foi esquecido e teve um novo avanço nesta semana. O Ministério do Desenvolvimento foi consultado sobre a viabilidade do projeto. Se der parecer positivo, a próxima etapa será a assinatura do contrato para financiamento da obra.
A Sanasa enviou na última quinta-feira uma carta consulta no valor de R$ 5,5 milhões para viabilidade do projeto. "Uma vez aprovada a carta, o próximo passo será a assinatura do contrato para financiamento do projeto. Depois que o projeto estiver concluído, será solicitado o financiamento para execução da obra, orçada no valor total de R$ 350 milhões", informou a empresa mista.
Arly de Lara Romêo, presidente da Sanasa, disse que o projeto está evoluindo. "Tá bem encaminhado isso. Submeter ao ministério para conseguir os recursos, cerca de R$ 300 milhões, R$ 350 milhões. A Sanasa tem condições de tomar esse dinheiro emprestado e depois fazer a licitação, a desapropriação da área e seguir em frente", disse.
Segundo ele, o reservatório de água bruta é muito importante para a cidade. "Campinas tem o direito de ter o seu próprio reservatório de água bruta. Estamos muito entusiasmados, empenhados, focados nisso. Campinas terá seu próprio reservatório", confirmou.
Ele ainda disse que a capacidade de abastecimento será grande. "Ela (capacidade) sustenta uns quatro meses sem depender de uma gota do (Sistema) Cantareira. Será na região de Sousas e Joaquim Egídio. Lá é a melhor área que tem para comportar essa represa e vamos obter as licenças ambientais. Todas as instâncias que nós já consultamos foram favoráveis ao projeto", completou.
Os estudos para a construção do reservatório começaram em 2014, quando o estado de São Paulo enfrentou uma grave crise hídrica. Para o prefeito Jonas Donizette, o reservatório, além de ser uma obra muito aguardada pela população, é considerado uma das mais importantes do setor de saneamento em Campinas.
“Em 2014 Campinas passou por uma grave crise hídrica e a população percebeu que a cidade não tinha um sistema de reservação próprio. Nós ainda somos dependentes do Sistema Cantareira e hoje estamos lançando o Nosso Cantareira. Esse investimento garante a segurança hídrica de Campinas pelos próximos cinquenta anos”, anunciou em março de 2017.
Além da questão da segurança hídrica, o prefeito afirmou que a construção do reservatório vai trazer um ganho ambiental. “Vamos aumentar a área de preservação ambiental em 160 hectares, porque as margens da represa precisam ser preservadas”.
Em março de 2017, Jonas assinou o decreto de desapropriação das áreas no distrito de Sousas.
A área de desapropriação possui 3.582.143,12 metros quadrados (m²), sendo que o espelho d´água terá 1.632.000 m² com volume útil de água de 17.453.000 metros cúbicos (m³). O investimento total será de R$ 350 milhões.
O barramento Atibaia trará uma série de vantagens para a região, entre elas: independência do Sistema Cantareira, melhoria da qualidade da água e, consequentemente, redução de gastos com insumo e possibilidade de geração de energia. A obra resultará ainda na possibilidade de venda de água tratada para outros municípios e autonomia e segurança hídrica para a cidade, com garantia de abastecimento com qualidade e quantidade.

Escrito por:

Francisco Lima Neto