Publicado 20/10/2019 - 18h12 - Atualizado 20/10/2019 - 18h12

Por Da Agência Anhanguera

Chafariz serviu de bebedor para os cavalos no passado glorioso da charmosa cidadezinha

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Chafariz serviu de bebedor para os cavalos no passado glorioso da charmosa cidadezinha

Para os aficionados por história e amantes da arquitetura, Vassouras é a joia da coroa no Vale do Café. A cidade floresceu durante os anos de glória do ciclo cafeeiro: ali, barões, viscondes, fazendeiros, intermediários e outros comerciantes fizeram fortuna e ergueram fabulosos casarões, que guardam até hoje características originais do século 19.
Muitas dessas construções foram tombadas e passam por processos de restauro e preservação. Contemplada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das Cidades Históricas, Vassouras hoje assiste a prédios (como o Palacete do Barão do Ribeirão, onde funcionou o antigo Fórum da cidade) passarem por um meticuloso trabalho coordenado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Comece o city tour pela Praça Barão do Campo Belo, coração e cartão-postal da cidade.
No alto está a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, construída em 1828 com toques de barroco e rococó. Antes de o café se transformar na principal fonte impulsionadora da economia local, Vassouras era conhecida por ser ponto de parada para quem transportava ouro de Minas Gerais até o Rio.
Esse intercâmbio fica evidente quando observamos as palmeiras imperiais que circundam a praça e o enorme chafariz central, que servia como bebedouro para os animais de carga. Todo o centro histórico desperta lembranças de cenários encontrados em Ouro Preto (MG) e Petrópolis (RJ). A influência mineira é também deliciosamente sentida à mesa. Tutu de feijão, farofa, couve refogada na manteiga, banana frita, torresmo crocante e linguiças das mais variadas são clássicos dos cardápios locais.
Seguindo a rua que desce a partir da igreja encontra-se o Centro Cultural Cazuza. O casarão de 1845 pertenceu à família da avó (materna do artista, e a mãe dele nasceu na residência. A instituição passou por uma restauração completa financiada pela Sociedade Viva Cazuza.

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