Publicado 10/10/2019 - 10h16 - Atualizado 10/10/2019 - 10h16

Por Paulo Santana

O meia Renato Cajá abriu o placar na terça-feira: 44 gols pela Macaca

Wagner Souza/AAN

O meia Renato Cajá abriu o placar na terça-feira: 44 gols pela Macaca

Considerado um dos destaques da Ponte Preta na vitória sobre o Londrina por 3 a 1, terça-feira, no Majestoso, o meia Renato Cajá fez questão de dividir os méritos da reabilitação com o atacante Roger, autor de dois gols, e também por ter ‘cavado’ o pênalti convertido pelo camisa 10 logo no primeiro minuto. O lance abriu o caminho para a reabilitação na Série B do Campeonato Brasileiro.
Juntos, eles chegaram a 100 gols pela Ponte em suas inúmeras passagens pelo clube. “Eu marquei 44 até hoje e ficarei bastante feliz se chegar aos 60. Já o Roger (tem 56) espero que chegue a uns 200. Qualidade para isso ele tem e já provou”, comentou, durante a descontraída entrevista coletiva de ontem.
O armador, de 35 anos, que tem 169 partidas pela Ponte, foi questionado sobre o futuro. Disse que não fala em renovação ou permanência para 2020. “Tenho contrato com o Juventude e meu foco hoje é só no momento que a gente está vivendo. Temos um objetivo a ser cumprido e vamos seguir trabalhando para buscar”, disse.
Para ele, a vitória sobre o time paranaense trouxe a confiança de volta. “Foi um jogo importante porque a gente vinha de uma derrota muito difícil. Mas sabemos que ainda precisamos melhorar bastante . É preciso percorrer muito chão até o final do ano. Por isso, vamos focar jogo após a jogo”, avalia.
Sabendo que a cobrança da torcida é grande sobre ele e Roger, Cajá reconhece sua importância no elenco. “A gente sabe que precisa colocar este time de novo na Série A e não importa quem está em campo. Nós sentimos responsabilidade porque temos uma grande história aqui dentro do clube. E também sabemos o que acontecer com um acesso. Por isso, estamos focados no acesso que ainda e possível”, afirma.
Agora, a principal preocupação da comissão técnica e também departamento médico é a respeito da condição física de Renato Cajá. Até pela idade avançada, o planejamento inclui poupar o atleta em algum momento da competição. “Isso a gente conversa no dia a dia. O Gilson Kleina certamente saberá o momento de segurar um pouco. E eu também, quando for o caso de cansaço, vou falar”, destaca.
Durante a entrevista pós-jogo, o comandante rasgou elogios ao camisa 10. “Trabalhamos juntos em 2017 e desta vez ele veio com fome. Sempre foi grande jogador. É um craque do elenco e atleta diferenciado. Quando chama a responsabilidade, se compromete e se concentra, pode fazer toda a diferença”, afirmou. A Macaca volta a campo amanhã, às 21h30, em Barueri, diante do Oeste.

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Paulo Santana