Publicado 22/10/2019 - 12h23 - Atualizado 22/10/2019 - 12h26

Por Da Agência Anhanguera

Exposição 'Reproduções': No centro a peça 'Olho', do coletivo SHN, que promove experiência de realidade aumentada por leitura de QR Code

Mário Braga/Divulgação

Exposição 'Reproduções': No centro a peça 'Olho', do coletivo SHN, que promove experiência de realidade aumentada por leitura de QR Code

Gravuras, lambe-lambes, cartazes, estênceis e instalações utilizando várias técnicas e diferentes dimensões enchem de colorido as paredes do Instituto Pavão Cultural, que abre na sexta-feira, dia 25, sua nova mostra de artes visuais: Reproduções, uma exposição coletiva com 22 artistas. O tema envolve obras que podem, como o nome diz, ser reproduzidas em vários locais e suportes, sem prejuízo de seu valor artístico e cultural. 
“Como peças únicas, as obras de arte têm garantido o seu valor. Porém, a partir de matrizes de reprodução, o que perdem em exclusividade ganham em popularidade, atingindo um número maior de pessoas e a possibilidade de estar em diferentes lugares ao mesmo tempo”, observa a arquiteta Teresa Mas, que divide a curadoria do Pavão com o também arquiteto Mário Braga.
De acordo com os curadores, as reproduções, como permanentemente passíveis de sofrer novas intervenções, “a cada mutação recuperam sua condição de originalidade e aura de obra de arte”. Os dois chamam a atenção ainda para a importância social de reproduções, como as gravuras. “São as principais técnicas de comunicação urbana e da arte de rua, como mensageiras e expressão de cultura, principalmente por meio de cartazes que cada vez mais ‘falam’ uma linguagem internacional”, afirma Teresa.
Os expositores foram escolhidos pelos curadores numa convocatória pública da qual participaram artistas de várias regiões do Brasil e alguns do exterior. A diversidade das linguagens foi um dos critérios para a definição do acervo. O primeiro andar foi reservado para as colagens e instalações, como cartazes e lambes, que ocupam todas as paredes. No mezanino ficam as peças menores, como gravuras em diferentes técnicas, montadas sobre painéis.
Duas das obras são interativas: com a instalação do artista Otávio Monteiro, o público vai poder usar livremente um mimeógrafo, criando uma matriz e “rodando” cópias que podem ser tratadas ou modificadas. Já o coletivo SHN, formado pelos artistas Eduardo Saretta, Haroldo Paranhos e Marcelo Fazolin, levará uma máquina dispensadora de stickers (adesivo sobre vinil) que funciona com moedas de R$ 1,00 distribuindo aleatoriamente imagens produzidas pelo grupo.
O SHN também promoverá experiências de realidade aumentada através de leitura de QR Code colocado em seu painel na parede central da galeria, no formato de um grande olho, reproduzindo em outra mídia os trabalhos. Haverá diversas gravuras do coletivo à venda durante a mostra, inclusive a ave em tons de verde e rosa flúor que é símbolo do Instituto Pavão Cultural, cuja fachada é assinada pelo trio.
Também participam da mostra: Alessandro Scapinelli, Angie Niño, Ana Helena Grimaldi, Bárbara Tahira, Fabiano Carriero, Mirs Monstrengo, Clarice Dellape, Diana Lanças, Diego Oscar Garcia, Francisco José Maringelli, Guilherme Pilarski, Ingrid Ospina, Kiddo Fujimoto, Luciana Bertarelli, Márcio Elias, Matheus Hofstatter, Priscila Belotti e Vinícius Ribeiro da Cruz. O Pavão conta com um pequeno café e bar onde são servidas bebidas e acompanhamentos nos dias de funcionamento, até as 20h. Também mantém acervo de reproduções e originais das obras dos artistas expositores, dessa e de exposições passadas.
AGENDE-SE
O quê: Exposição coletiva Reproduções
Quando: De 25/10 a 21/12, de quarta a sábado, das 14h às 20h
Onde: Instituto Pavão Cultural (Rua Maria Tereza Dias da Silva, 708, Cidade Universitária, Barão Geraldo, fone: 3397-0040)
Quanto: Entrada franca
Obs: A mostra contará ainda com atividades envolvendo os artistas e relativas à temática. A programação será divulgada semanalmente nas redes sociais do Pavão: @pavão cultural no Facebook e no Instagram.

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Da Agência Anhanguera