Publicado 20/10/2019 - 16h42 - Atualizado 20/10/2019 - 16h43

Por Da TV Press

Geraldo, em 'Filhos da Pátria': Nero entra na próxima trama das 18h

Divulgação/Globo

Geraldo, em 'Filhos da Pátria': Nero entra na próxima trama das 18h

A função crítica do humor parece nunca ter sido tão difícil para Alexandre Nero quanto agora. Na pele do manipulado Geraldo de Filhos da Pátria, série de Bruno Mazzeo, exibida às terças-feiras pela Globo, o ator sabe que o momento político e social brasileiro exige um pouco mais de cuidado.
Até porque, desde a primeira leva de episódios ambientada na Independência do Brasil, exibida há dois anos, a proposta do programa é usar a própria história do país para mostrar que, nesses mais de cinco séculos de existência, poucas coisas mudaram. E isso fica muito claro na postura de alguns dos personagens centrais da trama. “Não tem a ver com direita ou esquerda, e sim com civilidade e barbárie. Isso tem de ficar claro, precisamos rir torto. Se a gente só rir daquilo, então erramos.”
Nos últimos quatro anos, Alexandre viveu um momento especial em sua vida e carreira. Além de ter se tornado pai – Noah, o filho mais velho, nasceu em dezembro de 2015, e Inã, o caçula, completou seu primeiro ano mês passado –, passou também a ocupar mais a faixa da linha de shows da Globo, protagonizando obras como a própria Filhos da Pátria e a supersérie Onde Nascem os Fortes, no ano passado. E já tem data para se dedicar a outro papel: começa mês que vem em Nos Tempos do Imperador, próxima novela das 18h, em que interpretará o vilão. “Estou aproveitando esse fim de férias e cuidando mais dos filhos, enquanto minha mulher está trabalhando. Mas em breve a minha agenda vai ser outra”, diz.
Para Alexandre Nero, o conceito de “cidadão de bem” anda equivocado no Brasil. E isso, muitas vezes, acaba influenciando as reações das pessoas ao que elas assistem na tevê. “É como se fosse uma tribo e, se você não faz parte daqueles costumes, está fora do grupo. As pessoas pregam certas coisas, como se só existisse o preto e o branco e não tivesse o cinza. As pessoas estão binárias, com um raciocínio infantil até”, critica.
Na opinião do ator, alguns telespectadores podem ter entendido errado sua última novela, A Regra do Jogo, escrita por João Emanuel Carneiro. Na época, quase todos os personagens eram ambíguos e navegavam entre os lados da vilania e do altruísmo. “As pessoas cobravam que meu personagem (Romero Rômulo) fosse uma coisa só e as coisas são mais complexas que isso. As análises precisam ser um pouco mais aprofundadas. Por isso que as discussões nas redes sociais raramente levam a algum lugar. É tudo muito superficial”, lamenta.
Cantor e compositor, Alexandre Nero planeja lançar um novo trabalho na música. A ideia é fazer isso no ano que vem, provavelmente depois que sua agenda em Nos Tempos do Imperador estiver encerrada. Isso porque, segundo ele, é melhor separar as duas atividades profissionais. “Parece que as coisas acabam se misturando e eu prefiro fazer uns projetos mais artesanais (na música). Ali, é como se fosse a minha feirinha hippie. Em 2015, lancei um DVD. Tinha cansado, não queria mais fazer até. Mas acabei mudando de ideia”, entrega.
Nero voltou atrás da decisão de deixar de lado a música quando estava gravando Onde Nascem os Fortes. “Passar seis meses no sertão me fez pensar em muitas coisas. Foi ali que voltei a compor e, chegando aqui, me bateu essa vontade de gravar”, conta. No Youtube, é possível ver uma série de clipes que o artista rodou de seu álbum Vendo Amor: Em Suas Mais Variadas Formas, Tamanhos e Posições.

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