Publicado 18/10/2019 - 16h04 - Atualizado 18/10/2019 - 16h10

Por Estadão Conteúdo

A dançarina morreu com problemas cardiovasculares

AFP

A dançarina morreu com problemas cardiovasculares

A dançarina cubana Alicia Alonso, uma lendária figura da dança clássica, morreu ontem (17), aos 98 anos, informou à agência Efe um representante do Ballet Nacional de Cuba (BNC). Alonso, que apesar de sua idade avançada permaneceu ativa à frente do prestigiado BNC, foi internada por complicações de saúde no Centro de Pesquisa Médica Cirúrgica (CIMEQ) de Havana, onde morreu por volta do meio-dia (no horário local). A causa da morte foi uma doença cardiovascular, segundo a Agência de Notícias Cubana.
Nascida em Havana em 21 de dezembro de 1920, filha de pais espanhóis, Alicia Ernestina da Caridade do Cobre Martínez del Hoyo começou a dançar aos nove anos, praticou nos Estados Unidos por algum tempo e teve uma longa e bem-sucedida carreira. Das dezenas de papéis que desempenhou, o mais lembrado é o de Giselle, personagem camponesa ingênua, romântica e enganada que bordou nos mínimos detalhes interpretativos.
Entre os inúmeros prêmios que Alicia recebeu ao longo de sua vida, estão a Ordem José Martí, a mais alta premiação concedida por Cuba; a Comenda da Ordem Isabel la Católica, concedida pela Espanha; o prêmio "Anna Pávlova", da Universidade de Dança de Paris; e o cargo de Embaixadora da Boa Vontade da Unesco.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, lamentou, por meio do Twitter, a morte de um dos mitos artísticos da ilha. "Alicia Alonso se foi e nos deixa um vazio enorme, mas também um legado intransponível. Ela colocou Cuba no altar do melhor da dança do mundo. Obrigado, Alicia, por seu trabalho imortal", escreveu o presidente no Twitter.

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