Publicado 10/10/2019 - 11h16 - Atualizado 10/10/2019 - 11h16

Por Da Agência Anhanguera

O campineiro Matheus Queiroz em apresentação da coreografia 'Agora', que estreou em abril de 2019

Silvia Machado/Divulgação

O campineiro Matheus Queiroz em apresentação da coreografia 'Agora', que estreou em abril de 2019

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), corpo artístico da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, se apresenta no Teatro Municipal José de Castro Mendes, com três coreografias e faz na cidade a estreia de Anthem, do coreógrafo espanhol Goyo Montero, que pela primeira vez atua com a companhia. Dois campineiros, Geivison Moreira e Matheus Queiroz, integrantes da SPCD, participam, respectivamente, das coreografias Anthem, e Agora (2019), da brasileira Cassi Abranches. Completa o repertório a peça Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholz. As apresentações ocorrem dias 11 e 12 de outubro no Castro Mendes, com entrada franca.
Anthem é a primeira criação de Goyo para uma companhia brasileira. A obra traz uma reflexão sobre o processo de construção e desconstrução de identidades coletivas. Segundo o coreógrafo “há ciclos que se repetem e cometemos sempre os mesmos erros, de pensar que estamos separados, que somos diferentes quando, na realidade, todo ser humano é um e, no momento em que perdemos essa unidade, os problemas começam. Este é um traço da história humana”. A criação é uma das estreias da Temporada de novembro da SPCD no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. “Goyo Montero é um dos grandes nomes da dança contemporânea.
Para ele há músicas que falam de uma cultura, um povo, um estado de ânimo. E nos apropriamos delas para tocar em temas que nos interessam, para invocar estados de ânimo e nos conectar de muitas maneiras. Em Anthem, vemos uma dança exuberante, cheia de energia que retira dos corpos sua beleza puramente plástica e faz cada passo ressoar de sentidos”, afirma Inês Bogéa, diretora artística e executiva da Companhia.
A trilha é do canadense Owen Belton, com quem Goyo já criou nove obras. A inspiração da música vem de canções que se tornam hinos - sejam de nações, pessoas com preferências parecidas ou indivíduos de uma mesma geração. Por isso, o nome escolhido para a obra: Anthem, hino em inglês. “A voz humana se converte em uma canção e esta canção se converte em algo com a qual nos identificamos”, diz Montero.
Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholz teve remontagem de Giovanni Di Palma e traz movimentos inspirados nas reflexões do artista plástico Wassily Kandinsky e na música do russo Sergei Rachmaninoff, interpretada por Martha Argerich e Nelson Freire. Agora (2019) de Cassi Abranches, é uma obra que aborda a palavra tempo em seus possíveis significados: musical com dinâmicas e sonoridades; cronológico com lembranças e expectativas, temperatura com diferentes graus e intensidades. Música de Sebastian Piracés.
“Realizar apresentações nas diversas cidades do nosso Estado é uma das missões da São Paulo Cia de Dança, uma oportunidade para disseminar a arte da dança - sejam obras clássicas ou contemporâneas - aos mais variados públicos”, comenta Inês Bogéa.
AGENDE-SE
O quê: São Paulo Companhia de Dança - Anthem, Suíte para Dois Pianos e Agora
Quando: Amanhã e sábado (11 e 12/10), às 20h
Onde: Teatro Castro Mendes (Pç Corrêa de Lemos, s/nº, Vl. Industrial, fone: 3272-9359)
Quanto: Entrada franca (ingressos distribuídos duas horas das apresentações)

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